sábado, 26 de setembro de 2026

Preço da gasolina cresceu 8,38% em 2024, superando o índice inflacionário do ano

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Redução
O preço médio da gasolina no Brasil teve um aumento de 8,38% em 2024. (Foto: Divulgação)

Em levantamento realizado pela ValeCard, especialista em meios de pagamento e soluções de mobilidade, constatou-se que o preço médio da gasolina no Brasil teve um aumento de 8,38% em 2024.

Esse crescimento ficou acima da inflação, que foi de 4,83%, conforme o IPCA de janeiro de 2025.

Em dezembro de 2024, o preço médio da gasolina subiu 0,54%, alcançando R$ 6,311 por litro, em comparação com os R$ 6,277 de novembro e R$ 5,823 de dezembro de 2023, com uma alta de R$ 0,48 por litro.

O etanol registrou uma alta de 16,51% em 2024, com o valor médio em R$ 4,269 em dezembro, mais caro do que os R$ 4,214 de novembro e R$ 3,664 de dezembro de 2023.

O diesel S-10, por outro lado, teve uma variação mais modesta. O preço médio em dezembro foi de R$ 6,317, representando um aumento de 0,94% em relação a novembro e 0,91% no acumulado de 2024. E

Embora o aumento seja menor, ele ainda afeta o custo do transporte e a logística em várias regiões.

Preços no Amazonas

No Amazonas, o preço médio da gasolina foi de R$ 7,086 em dezembro de 2024, com uma leve queda de 0,06% em relação a novembro, quando o valor foi R$ 7,090.

O preço do etanol no Amazonas foi de R$ 4,953, com uma diminuição de 0,16% em relação a novembro, quando o etanol custava R$ 4,961.

O diesel S-10 no Amazonas apresentou o maior aumento percentual entre os combustíveis, com R$ 6,746 por litro, um aumento de 1,03% em relação a novembro, quando o valor foi R$ 6,677.

Diferença regional nos preços de combustíveis

O Distrito Federal tem a gasolina mais barata, com média de R$ 6,11 por litro, enquanto Roraima apresentou o preço mais alto, com R$ 7,37 por litro.

No caso do etanol, São Paulo teve o menor preço médio, R$ 4,05, enquanto o Maranhão registrou o etanol mais caro, com R$ 4,97 por litro.

A pesquisa também indica que, em 10 estados, o uso do etanol não é financeiramente vantajoso em relação à gasolina, já que o preço do etanol deveria ser até 70% do preço da gasolina para que fosse uma opção viável.

As variações nos preços dos combustíveis indicam um cenário de desigualdade econômica no Brasil, com preços mais altos impactando diretamente os consumidores em estados como Roraima e Maranhão.

A pesquisa da ValeCard também aponta para a necessidade de estratégias para mitigar os efeitos dos altos custos do combustível sobre o custo de vida e a competitividade regional.

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