quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Nova invenção japonesa traduz sonhos em imagens e sons digitais

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Cientistas japoneses utilizam inteligência artificial e ressonância magnética para decifrar sonhos durante o sono REM.

Pesquisadores japoneses deram um passo inédito na neurociência e na inteligência artificial ao desenvolverem uma tecnologia capaz de captar e interpretar sonhos.

O dispositivo, apelidado de “gravador de sonhos”, monitora a atividade cerebral durante o sono profundo, permitindo a reprodução digital de conteúdos oníricos.

A inovação utiliza ressonância magnética funcional (fMRI) para mapear a atividade neural durante o sono REM (Rapid Eye Movement), fase em que a maioria dos sonhos ocorre.

O sono REM é marcado por uma atividade cerebral intensa, quase equivalente à vigília, e responsável por criar os cenários surreais que experimentamos ao dormir.

O desenvolvimento da tecnologia não aconteceu de forma imediata. Durante os testes, voluntários eram monitorados enquanto dormiam e despertados ao entrarem no estágio REM.

Após serem questionados sobre o que sonhavam, os pesquisadores comparavam os relatos com os padrões de atividade cerebral registrados.

A partir desses dados, foi criado um algoritmo de inteligência artificial que conseguiu prever com até 70% de precisão o conteúdo dos sonhos.

O avanço foi possível graças à combinação de técnicas avançadas de imagem cerebral e algoritmos de IA treinados com base nos relatos dos participantes e nos sinais captados durante as diferentes fases do sono.

A pesquisa também mapeou as quatro etapas do sono humano (NREM 1, NREM 2, NREM 3 e REM) para identificar padrões únicos de cada fase, focando na atividade neural do sono REM.

Embora o gravador de sonhos esteja em fase experimental, os pesquisadores acreditam que a tecnologia pode abrir novos caminhos para compreender o inconsciente humano e tratar condições como distúrbios do sono, estresse pós-traumático e até depressão.

No entanto, a inovação também levanta questões éticas sobre privacidade e o uso dos dados cerebrais coletados.

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