quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Cinco bilionários podem se tornar trilionários em meio à desigualdade global

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As fortunas dos bilionários atingiram novos patamares em 2024, com um aumento coletivo de US$ 2 trilhões, segundo o relatório “Takers Not Makers”, da Oxfam.

A riqueza combinada dos mais ricos saltou de US$ 13 trilhões para US$ 15 trilhões em um ano, o segundo maior aumento anual já registrado.

Enquanto isso, a pobreza global segue quase inalterada desde 1990, com 44% da população mundial vivendo com menos de US$ 6,85 por dia. O relatório destaca que o 1% mais rico concentra quase 45% de toda a riqueza global.

Os cinco bilionários na corrida para o primeiro trilhão

O relatório destaca que pelo menos cinco bilionários podem se tornar trilionários nos próximos dez anos, com Elon Musk liderando essa lista. Abaixo, os patrimônios detalhados:

  • Elon Musk (Tesla e SpaceX): Fortuna estimada em US$ 440 bilhões, impulsionada pelo crescimento do mercado de veículos elétricos e pelas ambições espaciais da SpaceX.
  • Jeff Bezos (Amazon): Com US$ 389 bilhões, o ex-CEO da Amazon segue acumulando riqueza através do comércio eletrônico, infraestrutura de nuvem e investimentos pessoais.
  • Bernard Arnault (LVMH): O magnata do luxo possui US$ 362 bilhões, liderando marcas como Louis Vuitton, Christian Dior e Moët & Chandon, que continuam a crescer globalmente.
  • Gautam Adani (Adani Group): Com patrimônio de US$ 351 bilhões, o empresário indiano tem ampliado sua atuação em energia renovável, infraestrutura e transporte.
  • Bill Gates (Microsoft): Detentor de US$ 343 bilhões, sua fortuna é impulsionada por investimentos diversificados, mesmo com doações filantrópicas significativas feitas por meio da Fundação Gates.

Amitabh Behar, diretor-executivo da organização, alerta para a crescente influência dessa elite:

A organização recomenda que os governos implementem medidas para reduzir a desigualdade, como limitar a renda do 10% mais rico para que não supere a do 40% mais pobre, regular monopólios, adotar políticas fiscais progressivas e direcionar mais recursos para áreas essenciais, como saúde, educação e serviços públicos.

O relatório foi divulgado às vésperas do Fórum Econômico Mundial em Davos, que reúne líderes globais para debater questões econômicas. Behar alerta que a concentração de riqueza ameaça a humanidade, criando uma “aristocracia moderna” sustentada por bilhões de dólares em heranças e isenções fiscais.

Joe Biden, presidente em fim de mandato nos EUA, também criticou a crescente “oligarquia de riqueza extrema”, pedindo mudanças nas regras econômicas para conter a desigualdade crescente.

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