A estiagem de 2024 trouxe o Rio Negro à cota crítica de 12,11 metros, marcando a seca mais severa dos últimos 120 anos em Manaus. Para evitar o desabastecimento de água para mais de dois milhões de habitantes, uma série de ações foi realizada, incluindo o rebaixamento de bombas e a adoção de tecnologias inéditas.
Durante a estiagem histórica, a concessionária Águas de Manaus realizou o rebaixamento de 13 das 16 bombas que captam água diretamente do Rio Negro, utilizando mergulhadores e equipamentos especializados. Essa estratégia permitiu a captação de água em pontos mais profundos do rio, mantendo o funcionamento pleno do sistema, mesmo com níveis extremamente baixos.
Além disso, três bombas anfíbias foram adquiridas e instaladas em estruturas flutuantes com capacidade de captar até 120 milhões de litros de água por dia, reforçando a produção e oferecendo maior flexibilidade durante períodos críticos.
As comunidades rurais e ribeirinhas, especialmente vulneráveis, receberam 160 mil litros de água potável em ações emergenciais realizadas em parceria com a Prefeitura de Manaus e o Ministério da Saúde.
O trabalho de adaptação da infraestrutura também ocorre no período de cheia, com a elevação temporária de tubulações em áreas vulneráveis e a aplicação de produtos químicos para evitar a proliferação de bactérias em regiões alagadas.
Em 2024, as medidas emergenciais mostraram resultados positivos, mas o risco de uma estiagem ainda mais severa em 2025 é uma preocupação real, alertam autoridades do Amazonas.
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