O Instituto Mamirauá, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), inaugurou a primeira torre para monitoramento de gases de efeito estufa em florestas de várzea na Amazônia.
A estrutura de 48 metros, localizada na Reserva Mamirauá, começou a operar em dezembro de 2024 e é equipada com sensores que analisam emissões de gases como metano e dióxido de carbono, além de variáveis hidrometeorológicas.
Batizada de Torre de Fluxo do Mamirauá, ela se destaca como a primeira voltada exclusivamente para as várzeas amazônicas, ecossistemas alagados ao longo de grandes rios como o Amazonas e o Solimões.
“A torre busca preencher lacunas no conhecimento sobre emissões de gases de efeito estufa nesses ambientes únicos”, afirmou Ayan Fleischmann, pesquisador do Instituto Mamirauá e coordenador do projeto.
O projeto, desenvolvido em parceria com Stanford University e Universidade Federal de Santa Maria, faz parte da rede internacional FLUXNET-CH4 e do Programa LBA, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).
Além de sua relevância científica, a torre promove engajamento comunitário, envolvendo escolas da região em atividades de educação ambiental.
A construção foi financiada pela Fundação Gordon & Betty Moore e envolveu as comunidades locais em todas as etapas, desde a escolha do local até a instalação.
A seca extrema que atingiu a região em 2024 chegou a interromper temporariamente as obras, retomadas nos meses finais do ano.
A torre também servirá como laboratório para jovens ribeirinhos da Comunidade São Raimundo do Jarauá, com programas educativos sobre clima, mudanças ambientais e conservação.
“Esperamos incentivar a próxima geração de cientistas ribeirinhos, conectando-os ao conhecimento científico de forma prática”, completou Fleischmann.
Fonte: Agência Brasil
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