quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Com "indireta" ao STF, Meta anuncia fim do sistema de checagem de fatos no Facebook e Instagram

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A Meta, dona de plataformas como Facebook e Instagram, anunciou nesta terça-feira (7/1) que está encerrando seu programa de checagem de fatos. O comunicado foi feito pelo CEO e fundador Mark Zuckerberg.

A ferramenta será substituída pelas “Notas da Comunidade”, um sistema similar ao utilizado pela plataforma X, de Elon Musk, que possibilita aos usuários adicionar ou corrigir postagens que possam conter desinformações.

Segundo Zuckerberg, a mudança reflete um reposicionamento estratégico da empresa, que busca aumentar a liberdade de expressão e diminuir a censura nas plataformas.

A decisão também está alinhada com o cenário político atual nos Estados Unidos, com o retorno de Donald Trump à cena política. Isso ficou evidente durante o anúncio, quando Zuckerberg fez referência direta a Trump, afirmando que a Meta colaborará com seu governo.

Em determinado momento do anúncio, Mark ainda alegou que alguns países latino-americanos têm “tribunais secretos” que podem ordenar a remoção silenciosa de conteúdos, uma afirmação que gerou repercussão.

João Brant, secretário de Políticas Digitais da Secom do Governo Federal, interpretou os comentários de Zuckerberg como uma crítica indireta ao Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro.

Em suas redes sociais, Brant afirmou que a declaração de Zuckerberg sinaliza uma aliança da Meta com o governo Trump e questiona a atuação de países como o Brasil, que buscam regular a liberdade de expressão nas redes sociais.

“Só reforça a relevância das ações em curso na Europa, no Brasil e na Austrália, envolvendo os três poderes – Judiciário, Legislativo e Executivo”.” defendeu Brant.

Apesar desse entendimento, o novo modelo de “Notas da Comunidade” será implementado inicialmente nos Estados Unidos, sem previsão definida para sua expansão para outras regiões.

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