sábado, 7 de novembro de 2026

Comissão será criada para checar autodeclaração na Ufam

A consulta, com os movimentos negros e indígenas, é para definir ações para a Comissão de Heteroidentificação, que tem a missão de checar quem se autodeclara negro ou indígena.
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Consulta Pública para definir texto da Comissão de Heteroidentidade.
Consulta Pública para definir texto da Comissão de Heteroidentidade.

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) estará realizando no próximo dia 14 de julho, às 19 horas, uma Consulta Pública relacionada à minuta de Portaria da Comissão Geral de Heteroidentificação.

Assim, a Comissão Geral de Heteroidentificação a ser criada pela Universidade deverá checar quem se autodeclara negro ou índio. A consulta será por meio da plataforma Zoom.

Foram convidadas as entidades representativas do Movimento Negro, Movimento e Organizações Indígenas, Comunidades Tradicionais de Terreiros e Comunidades Quilombolas. Todas atuantes no estado do Amazonas.

Segundo a Ufam, o objetivo da referida comissão será assessorar as Comissões Setoriais. Estas realizarão os procedimentos de verificação de candidatos autodeclarados negros e indígenas, no âmbito da Universidade.

A Consulta Pública será transmitida o vivo no canal Ascom Ufam no Youtube.

#Exposed no twitter

As denúncias de fraudes nas cotas raciais da Ufam começaram no twitter, no início de junho. As exposições – ou exposed – denunciavam várias contas nas redes sociais.

As denúncias demonstravam, por exemplo, as fichas cadastrais de cada estudante no Processo Seletivo Contínuo (PSC), com inscrição em qual cota racial foi escolhida e as comparavam com as fotos dos perfis.

Não foi a primeira vez que as fraudes e as comprovações foram expostas. No entanto, neste ano, a forma como foram feitas as denúncias mudou e foi massificada através do movimento #Exposed no Twitter.

O movimento #Exposed, havia, em suma, acabado de ganhar força pelas mulheres que passaram a relatar histórias pessoais de assédio, abuso e estupro.

Os casos divulgados envolviam principalmente alunos dos cursos de medicina, direito, engenharia, arquitetura, odontologia.

Na época, a Ufam emitiu nota declarando que a instituição partia do pressuposto legal de validade da autodeclaração, quando o candidato assume toda a responsabilidade pelas declarações prestadas quando se inscreve no processo seletivo e no ato da matrícula.

Também ressaltou, em nota, que quando da formalização das denúncias, de havendo incongruências, o candidato poderá e terá matrícula cancelada.

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