quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Pobreza extrema diminui, mas 45,5% do Amazonas ainda vive abaixo da linha de pobreza

COMPARTILHE
pobreza
Pobreza extrema foi reduzida de 2022 para 2023. (Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira (4), o estudo Síntese de Indicadores Sociais 2024 mostrando que em 2023 45,5% da população do Amazonas vivia abaixo da linha de pobreza, e o rendimento domiciliar per capita médio de R$ 1.166 ficou entre os mais baixos da região.

No entanto, o SIS indicou que houve avanços na redução da extrema pobreza, que caiu de 16,2% para 6,6% entre 2021 e 2023. No Amazonas, o rendimento médio habitual é de R$ 2.367, abaixo da média regional (R$ 2.416), e o rendimento-hora médio de R$ 14,4 é o menor da Região Norte.

Outro dado importante é que 47,5% da população ocupada possui ensino médio completo ou superior incompleto, superando a média regional (42,5%), e 19,9% têm ensino superior completo, acima da média do Norte (19,2%). A taxa de analfabetismo do Estado é de 5,1%, inferior à média regional (6,4%).

Manaus apresenta indicadores mais favoráveis, com o rendimento médio habitual de R$ 2.834 e rendimento-hora médio de R$ 16,8, posicionando-se no meio das capitais da região. A capital tem a menor taxa de analfabetismo da região (2,3%), com 52,6% da população ocupada no ensino médio completo ou superior incompleto e 27,6% com ensino superior completo.

Em infraestrutura, Manaus destaca-se com 75,4% dos domicílios conectados a esgotamento adequado, 96,2% com acesso à Internet e 79,5% dos jovens de 18 a 29 anos com pelo menos 12 anos de estudo. Além disso, a proporção de pessoas vivendo abaixo da linha de US$ 6,85 PPC caiu de 46% para 33% entre 2021 e 2023.

Outros destaques da Síntese de Indicadores Sociais de 2024

  1. Rendimento Médio no Amazonas: O estado tem um rendimento médio real de R$ 2.367, abaixo da média da Região Norte (R$ 2.416), superando apen as Pará e Acre. Manaus registra R$ 2.834, superior à média estadual, mas ocupa posição intermediária entre as capitais da região.
  2. Rendimento-Hora Médio: O Amazonas tem o menor rendimento-hora médio da Região Norte (R$ 14,4), enquanto Manaus apresenta R$ 16,8, ficando abaixo de capitais como Belém (R$ 20,6) e Palmas (R$ 21,2).
  3. Escolaridade no Amazonas: O estado destaca-se positivamente em escolaridade, com 47,5% da população ocupada com ensino médio completo ou superior incompleto, superando a média da Região Norte (42,5%).
  4. Escolaridade em Manaus: Apenas 10,8% dos ocupados em Manaus têm baixo nível educacional (“sem instrução ou fundamental incompleto”), e 27,6% possuem ensino superior completo, refletindo uma força de trabalho mais qualificada.
  5. Linhas de Pobreza no Amazonas: Em 2023, 331 mil pessoas no estado estavam abaixo da linha de elegibilidade do Bolsa Família (R$ 218 per capita). Pela linha internacional de US$ 6,85 PPC, mais de 1,9 milhão eram considerados pobres.
  6. Redução da Extrema Pobreza: Entre 2021 e 2023, a proporção de pessoas vivendo com menos de US$ 2,15 PPC no Amazonas caiu de 16,2% para 6,6%, demonstrando uma melhora significativa.
  7. Rendimento Domiciliar Médio: Em 2023, o rendimento domiciliar médio do Amazonas foi de R$ 1.166, abaixo da média nacional (R$ 1.848) e da Região Norte (R$ 1.302), destacando vulnerabilidade econômica no estado.
  8. Taxa de Alfabetização: A taxa de analfabetismo no Amazonas é de 5,1%, abaixo da média da Região Norte (6,4%). Manaus registra apenas 2,3%, uma das menores taxas entre as capitais regionais.
  9. Desigualdades Regionais no Amazonas: Estratos como o Vale do Rio Purus enfrentam maior vulnerabilidade, com 66,6% da população vivendo abaixo de US$ 6,85, enquanto Manaus tem os melhores indicadores de infraestrutura e acesso a serviços.
  10. Melhorias Socioeconômicas em Manaus: Entre 2021 e 2023, a pobreza extrema em Manaus caiu de 9,7% para 3,9%. A proporção de pessoas abaixo de US$ 6,85 também diminuiu de 46,0% para 33,0%, sugerindo avanços significativos na capital.
COMPARTILHE