quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Avanço da dragagem assegura fluxo de transporte nos rios Solimões e Amazonas

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Navio-draga Hopper Lindway
Navio-draga Hopper Lindway opera num trecho de 200 quilômetros entre a foz do rio Madeira e a Costa do Tabocal. (Divulgação/SNIT

Um relatório divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) aponta avanços significativos nas obras de dragagem dos trechos Manaus/Itacoatiara e Coari/Codajás nos últimos 15 dias, garantindo a navegabilidade dos rios Amazonas e Solimões, no Amazonas.

No trecho Manaus/Itacoatiara, o trabalho está sendo executado pelo navio-draga Hopper Lindway, que realiza dragagem em um trecho de 200 quilômetros.

A operação se concentra em pontos críticos entre a foz do rio Madeira e a Costa do Tabocal, com o objetivo de melhorar a navegação e garantir o fluxo contínuo de insumos para a Zona Franca de Manaus e outras regiões do interior do estado, especialmente após os impactos da severa seca que atingiu a região.

No trecho Coari/Codajás, a dragagem utiliza a técnica de sucção recalque, que remove sedimentos do fundo do rio por meio de bombas, assegurando a continuidade da navegação em áreas estratégicas.

As obras integram o Plano Anual de Dragagem de Manutenção Aquaviária (PADMA) e o Plano de Sinalização Náutica do Amazonas, iniciativas voltadas à manutenção da navegabilidade em rotas essenciais, como Manaus-Itacoatiara, Tabatinga-Benjamin Constant, Benjamin Constant-São Paulo de Olivença e Coari-Codajás.

Com um investimento estimado em R$ 400 milhões ao longo de cinco anos, o projeto busca fortalecer a infraestrutura fluvial e garantir o transporte seguro e contínuo de mercadorias essenciais para a economia local e regional.

A seca que afetou o Brasil entre 2023 e 2024, uma das mais severas da história recente, demandou esforços intensivos do DNIT para viabilizar as dragagens e minimizar os impactos no transporte fluvial.

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