sábado, 7 de novembro de 2026

Vírus no Amazonas é o mesmo da Austrália, Espanha, USA e UK

Até agora, ao menos três linhagens do novo coronavírus foram introduzidas no Amazonas. As linhagens também são encontradas na Austrália, Espanha, UK e USA.
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Até agora, ao menos três linhagens do novo coronavírus foram introduzidas no Amazonas. As linhagens achadas por aqui também são frequentemente encontradas em amostras da Austrália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.
As linhagens achadas por aqui também são frequentemente encontradas em amostras da Austrália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

Até agora, ao menos três linhagens do novo coronavírus foram introduzidas no Amazonas. As linhagens achadas por aqui também são frequentemente encontradas em amostras na Austrália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

Isso é o que aponta estudo do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), que investigou amostras de pessoas infectadas em Manaus e alguns municípios do interior.

 A investigação foi realizada pela equipe do pesquisador e vice-diretor de pesquisa e inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca. Segundo ele, a existência das 3 linhagens  do SARS-CoV-2: A2; B1.1; B1, sugere ao menos 3 introduções do vírus no Estado.

“Isso significa que esses vírus podem ter chegado aqui através de estrangeiros ou brasileiros que estavam nestes países e que ao retornar trouxeram o vírus junto, direto para Manaus, como também pode ser que este vírus chegou em outras regiões do país e depois tenha migrado pro Amazonas”, afirmou Naveca que também disse que a próxima etapa do estudo pretende identificar a origem exata dessas linhagens de vírus.

As amostras foram colhidas em Manacapuru, Autazes, Careiro e Manaquiri (Região Metropolitana), Santa Isabel do Rio Negro (Rio Negro), Tabatinga e Santo Antônio do Içá (Alto Solimões), e Manicoré (Rio Madeira).

Em Manaus foram identificadas as três linhagens. Em Manacapuru, Manaquiri e Manicoré a pesquisa encontrou 2 linhagens circulando, e nos demais municípios uma linhagem.

37 Genomas sequenciados

O estudo de Epidemiologia Molecular do SARS-CoV-2 no Amazonas sequenciou 37 genomas do novo coronavírus. Felipe Naveca alerta para a importância desses dados, especialmente diante da escassez de informações sobre os vírus que causam síndromes respiratórias na população do Estado.

Em março deste ano, o pesquisador concluiu o primeiro genoma SARS-CoV-2 do Norte do país. Agora, foram mais 36 sequenciamentos.

O sequenciamento dos genomas de amostras do SARS-CoV-2 contribue para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos contra o vírus. Os genomas identificados no Amazonas agora podem ser comparados a outros que circulam no Brasil e no mundo.

“Ainda não existe nenhum dado que comprove que o vírus que circula aqui seja mais grave ou menos grave do que em outros lugares, só identificamos uma facilidade dele se espalhar mais rápido”, comentou o pesquisador.

O estudo é apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio da Rede Genômica em Saúde do Estado do Amazonas (Regesam).

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