Desde que entrou em repiquete, há uma semana, o nível do rio Negro medido a partir da régua do Porto de Manaus já desceu 32 centímetros e nesta quinta-feira (31) atingiu a cota de 12m18, estando muito perto de novamente bater o recorde da seca história, de 12m11, registrada no dia 9 deste mês.
Em média, desde o início do repiquete, o rio Negro tem descido 4,7 centímetros por dia e como a distância para a seca recorde é de somente sete centímetros, em dois dias poderemos ter um novo recorde.
O especialista em navegação na Amazônia Alexandre Rocha considera que a instabilidade deste processo de cheia-seca deste ano tem sido assustador, uma vez que os principais rios, o Negro, o Solimões e o Amazonas desceram, subiram e voltaram a descer.
“Não sei se esta parada, se pode ser o fim do processo de seca ou apenas uma parada como tem acontecido com os outros rios, para que ele retorne ao processo de seca. Creio que precisamos esperar um pouco mais para podermos dizer que a seca está no final”, afirmou.
A medição feita em réguas instaladas pela Agência Nacional de Águas também mostra repiquetes em todos os seis rios monitorados no Amazonas. Nesta medição, que é feita em um ponto diferente da régua do Porto de Manaus, o Negro já desceu da barreira dos 12 metros e nesta quinta-feira atingiu 11m94.
Confira a cota dos demais rios monitorados pela ANA:
- RIO MADEIRA: 0.77m
- RIO NEGRO: 11.94m
- RIO TAPAJÓS: -0.10m
- RIO SOLIMÕES: -1.01m
- RIO JURUÁ: 4.98m
- RIO AMAZONAS (Estação Novo Remanso): 4m06
- RIO AMAZONAS (Estação Itacoatiara): -17cm
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