O rio Negro subiu três centímetros nesta terça-feira (15), atingindo a cota de 12,16 metros e, aos poucos, vai se afastando da cota mais baixa já registrada durante uma seca em Manaus, 12m11 metros, alcançada no último dia 9.
Se confirmada a tendência, o Negro terá iniciado o processo de cheia 17 dias antes do ano passado, quando foi registrada a pior seca na capital amazonense.
No ano passado, o rio Negro secou até o dia 26 de outubro, quando atingiu a então pior cota de uma seca em Manaus: 12,70 metros.
Outro dado da seca de 2023 é que, após 12 dias de descida, houve um repiquete, fenômeno caracterizado pela queda brusca do rio após um período de subida das águas.
O repiquete começou em 8 de novembro, quando a cota do rio caiu de 13,22 metros (no dia 7) para 13,20 metros (no dia 8).
A partir daquela data, a cota continuou descendo por nove dias, até atingir 12,96 metros no dia 16 de novembro, quando o processo de enchente finalmente começou.
Outras calhas de rios apresentam viés de cheia
A medição feita pela Agência Nacional de Águas (ANA) também indica uma tendência de fim da vazante nos principais rios da bacia Amazônica no Estado. O Solimões, na região de Tabatinga, continua se beneficiando do regime de chuvas nas cabeceiras e subiu 13 centímetros nesta terça-feira, atingindo a cota de -1,78 metros.
A subida do Solimões na região de fronteira é importante para o ciclo hidrológico do rio Negro, pois, quando suas águas chegam a Manaus, no Encontro das Águas, elas criam uma espécie de represamento das águas negras, favorecendo o início da cheia a partir de Manaus.
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