segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Delegado Péricles erra ao acusar secretária e marido na CPI da Saúde

Marido da secretária de Comunicação Daniela Assayag não é dono da empresa Sonoar, como deputado Delegado Péricles denunciou na Aleam.
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O presidente da CPI da Saúde, deputado estadual Péricles Nascimento (PSL), delegado licenciado da Polícia Civil, errou feio ao acusar a secretária de comunicação do governo do Estado, Daniela Assayag, de estar envolvida na compra de respiradores pelo governo do Estado e ao acusar o marido dela, o médico Luiz Carlos Avelino Junior, de ser dono da empresa Sonoar.

Em entrevista coletiva, na tarde desta quarta-feira, na sede do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), zona Centro-Sul de Manaus, a secretária Daniela Assayag disse que o marido dela não é dono da empresa e apresentou documentos que comprovam que a compra não foi efetivada.

Disse, ainda, que participou da reunião com o ex-secretário de saúde, Rodrigo Tobias, para tratar de questões envolvendo a Saúde do Estado para dar respostas mais rápidas à imprensa, que não está e que nunca esteve envolvida no processo de compras dos respiradores.

Afirmou que sua conta bancária e sigilo telefônico estão disponíveis para provar que não tem tem nenhuma participação e que as informações são infundadas. Disse que ainda crer que o marido também deverá fazer o mesmo.

Acusações sem provas

O presidente da CPI acusou, sem provas, o marido da secretária de comunicação de ser dono da metade da empresa Sonoar e que ela poderia ser a principal beneficiada no esquema da compra de ventiladores pulmonares, via empresa FJAP e Cia Ltda, por R$ 2,96 milhões para o governo do Amazonas.

Segundo Daniela, o marido dela iniciou o processo de compra da empresa no dia 12 dezembro de 2019. Portanto, muito antes de se falar em pandemia do coronavírus.

As negociações estavam sendo feitas com uma das sócias da empresa.

Luiz Avelino chegou a assinar um documento de interesse pela compra de cotas da empresa mas, em função da crise econômica decorrente da pandemia, acabou fazendo o distrato referente à negociação e que foi efetivado em maio deste ano.

A compra seria feita em cinco parcelas mensais e consecutivas, mas apenas a primeira parcela da compra da empresa chegou a ser paga.

O RealTime1 confirmou que o nome do marido da secretária não aparece como cotista da empresa Sonoar Equipamentos para Terapias Respiratórias, que tem como razão social “Andrade e Mansur Comércio de Materials Hospitalares Ltda.

A empresa foi criada há oito anos, em 22 de agosto de 2012 e tem como atividade principal “Comércio Vareista de Artigos Médicos e Ortopédicos”.

Negociação não foi finalizada

“O negócio não chegou a ser efetivado. Pelo simples fato que quando ele foi pagar a segunda prestação de compras e diante de tudo o que aconteceu, ele fez o distrato imediatamente”, disse a secretária.

Sobre a acusação de que participou de reunião com interesses particulares, Daniela disse: “Eu estive, sim, naquela reunião como estive em várias outras reuniões da Fundação de Vigilância e Saúde (FVS), da Secretaria e de várias outras secretarias. É uma conduta minha de ir até as secretarias, pois nós trabalhamos com informação”.

Atitude precipitada

Como advogado e delegado, o presidente da CPI pode ter dado um tiro no pé, comprometendo sua conduta como presidente da CPI, pois não deveria fazer juízo de valor no comando dos trabalhos da Comissão.

Ao fazer acusações sem prova, o deputado antecipa julgamento, colocando em xeque a isenção dos trabalhos da CPI.

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