quarta-feira, 23 de setembro de 2026
FENOL E BISFENOL

Pesquisa desenvolve método para remoção de contaminantes da água

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Pesquisa da USP desenvolve método para remoção de contaminantes da água
Esses poluentes podem desregular o sistema endócrino, afetando negativamente a tireoide, mamas e sistema reprodutor masculino, além de causar alterações hormonais em peixes. (Foto: IQSC-USP)

Um grupo de cientistas da Universidade de São Paulo (USP) encontrou uma maneira eficiente de limpar a água usando materiais fáceis de encontrar. Liderados pela cientista Vanessa Labriola, eles usaram lã de aço e água oxigenada para remover substâncias tóxicas presentes em produtos industriais e de consumo, como fenol, bisfenol A (BPA) e tetrabromobisfenol A (TBBPA). Esses compostos são prejudiciais ao meio ambiente e à saúde humana.

Remoção de contaminantes

No experimento, a lã de aço libera partículas de ferro na água, que reagem com as substâncias tóxicas e as quebram em moléculas menores.

Em seguida, a água oxigenada transforma os restos em gás carbônico e água, tornando a mistura segura para irrigação, uso industrial e para regar plantas. Em poucos minutos, o método elimina 100% dos contaminantes.

O fenol é encontrado em efluentes de várias indústrias, enquanto o bisfenol A está em plásticos e o tetrabromobisfenol A é usado como retardante de chama.

Mesmo em pequenas quantidades, esses compostos podem se acumular no ambiente e afetar a saúde humana, prejudicando a tireoide, as mamas e o sistema reprodutor masculino, além de causar alterações hormonais em peixes.

Os sistemas atuais de tratamento de água não conseguem remover esses poluentes de forma eficaz. A técnica desenvolvida pelos pesquisadores é automatizada e realizada em um único ciclo, sem gerar resíduos como o lodo.

Próximos passos

A ideia é adicionar esse novo procedimento como uma etapa complementar nas estações de tratamento de água.

Os próximos passos da pesquisa incluem testar a eficácia do método em diferentes tipos de água, validar a qualidade da água tratada e estudar o aumento de escala do processo. Além disso, os cientistas estão considerando a possibilidade de patentear o sistema.

A pesquisa foi financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e está detalhada na tese de doutorado defendida por Vanessa Labriola.

*Com informações de Gabriele Maciel do Jornal da USP

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