quarta-feira, 23 de setembro de 2026
BIOECONOMIA

Debate sobre BR-319 será longo, afirma secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente

Número 2 do Ministério do Meio Ambiente, José Paulo Capobianco diz que debate sobre reconstrução da rodovia não está interditado no governo, mas o desafio é longo
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André Corrêa do Lago, José Paulo Capobianco, Rodrigo Rollemberg,
Embaixador André Corrêa do Lago,; secretário Executivo do Ministério do Meio Ambiente, José Paulo Capobianco, e o secretário de Economia Verde e Descarbonização do MDIC, Rodrigo Rollemberg,

O secretário-Executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, José Paulo Capobianco, afirmou, nesta quarta-feira (19), que temas complexos como a reconstrução da rodovia BR-319, a Manaus-Porto Velho (RO), não estão interditados no Governo Federal, mas a intenção do ministério é “esterçar” o debate até encontrar uma solução viável para mitigar os impactos ambientais da obra.

O secretário do MMA está em Manaus para participar da reunião “Iniciativa de Bioeconomia do G20, o grupo dos 20 países mais ricos do mundo, e que acontece no Centro Cultural Vasco Vasquez, em Manaus, que discute formas alternativas de financiar o desenvolvimento de países emergentes que tenham grande biodiversidade.

Durante coletiva após a plenária desta quarta-feira, Capobianco afirmou que o Brasil quer estar na vanguarda da transição energética e ajudar a conter as mudanças climáticas, mas reconhece as demandas da população por mais riqueza e condições melhores de vida.

O caso da BR-319 e da exploração de petróleo na margem equatorial, são demandas que estão em discussão, mas não há solução simples. Nenhum País resolveu questões como essa para que tenhamos um modelo para adaptar e seguir. Então a solução vai sair, mas antes será preciso discutir muito, debater ao máximo para não repetirmos erros do passado“, afirmou Capobianco.

Bioeconomia tem potencial gigantesco e ainda não aproveitado

Presidente da reunião do G20 em Manaus, o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, embaixador André Corrêa do Lago, destacou que assuntos como o da BR-319 são importantes para serem debatidos numa reunião como essa que está acontecendo em Manaus.

Aqui estamos discutindo alternativas, e o Brasil é um País que diferente dos outros têm muitas alternativas para ativar após um debate que deve envolver várias áreas. Então é bom que o Governo tenha integrantes defendendo respostas rápidas e outros que estão pedindo mais debates, para no final tomarmos a melhor decisão“, defendeu o embaixador.

André Corrêa do Lago também destacou a boa receptividade dos demais membros do G20 para a agenda de discussões propostas pelo Brasil, que não trouxe um conceito pronto de “Bioeconomia”, mas que deseja sair de Manaus com princípios e normas estabelecidas para essa nova frente de desenvolvimento.

A bioeconomia, conforme os organizadores do encontro, gera atualmente US$ 4 trilhões em riquezas no mundo todo, mas tem potencial para mais de US$ 34 trilhões, o que representa a números de hoje mais de um terço de toda riqueza gerada no planeta, com a vantagem de ser uma ação humana sustentável.

Nosso desafio em Manaus é apontar as soluções que vão ativar esse potencial de desenvolvimento“, completou o embaixador.

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