Insatisfeitos após uma nova rodada de negociações com o governo Lula, os professores de universidades e institutos federais decidiram continuar em greve. A paralisação, que já dura dois meses, atinge 61 instituições de ensino.
Entre as propostas do governo, está a revogação da portaria 983, que amplia a carga horária dos professores e a criação de um grupo permanente para discutir a reestruturação da carreira acadêmica.
No entanto, a falta de uma proposta de reajuste salarial para 2024 foi determinante para a continuidade da greve.
O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) exige aumentos de 3,69% em agosto de 2023, 9% em janeiro de 2025 e 5,16% em maio de 2026. Por outro lado, o governo ofereceu 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026.
As propostas do governo serão discutidas em assembleias nas universidades na próxima semana. Se mantendo as propostas como estão, a expectativa é que os professores rejeitem a oferta, aumentando a pressão por um reajuste salarial imediato.
Em Assembleia Geral Descentralizada realizada em maio, professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) decidiram por não aderir à greve nacional dos servidores públicos federais da educação deflagrada em 15 de abril.
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