quinta-feira, 24 de setembro de 2026
INDEPENDÊNCIA

USP desenvolve IA proativa para ser usado no poder judiciário

O novo modelo de IA generativa desenvolvido na USP, traz soluções para a área, o que o difere dos modelos de chats atuais.
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IA generativa ativa foi projetado para automatizar processos repetitivos e usuais dentro do fluxo processual, oferecendo maior eficiência e agilidade. (Foto: Divulgação/Canva)
IA generativa ativa foi projetado para automatizar processos repetitivos e usuais dentro do fluxo processual, oferecendo maior eficiência e agilidade. (Foto: Divulgação/Canva)

Em uma iniciativa inovadora, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) anunciaram o desenvolvimento de um modelo de Inteligência Artificial (IA) ‘generativa ativa’, que promete transformar a maneira como a tecnologia é utilizada no Poder Judiciário.

Diferente dos modelos comerciais de IA generativa, como o ChatGPT, onde o usuário precisa perguntar para obter respostas, a IA generativa ativa apresenta informações ao usuário de forma proativa, sem a necessidade de comandos específicos.

O novo modelo foi projetado para automatizar processos repetitivos e usuais dentro do fluxo processual, oferecendo maior eficiência e agilidade.

Durante os testes iniciais, a tecnologia demonstrou capacidade de melhorar significativamente a rotina de trabalho nos tribunais, destacando-se pela sua atuação intensiva e em massa.

Apesar dos avanços, a implementação dessa tecnologia no sistema judiciário levanta preocupações importantes. A professora responsável pelo projeto, Ana Carla Bliacheriene, explicou que questões de viés e erro são críticas.

“Para mitigar e controlar o viés, é fundamental um treinamento rigoroso e uma análise detalhada da base de dados utilizada, garantindo que os modelos matemáticos não sejam baseados em dados discriminatórios”, afirmou.

Ao abordar a questão do erro, a professora destacou que há uma distinção crucial entre as tecnologias generativas de uso geral e a IA generativa ativa. A última é destinada ao uso profissional, sendo treinada com dados específicos dos tribunais, o que reduz a margem de erro.

“Nós criamos esse modelo na USP para ser treinado em bases de dados específicas, oferecendo transparência, rastreabilidade, segurança da informação e capacidade de uso em massa, que é exatamente o que o Poder Judiciário precisa”, finalizou.

*Com informações do Jornal da USP

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