O presidente do comitê estadual do Partido Democrático Trabalhista (PDT), ex-deputado estadual Luiz Castro, afirmou ao RealTime1 que o apoio ao presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), na disputa pela Prefeitura de Manaus não foi decidido de forma unilateral, confirmando que houve negociação prévia junto à Executiva Nacional pedetista, afastando, segundo ele, qualquer possibilidade de intervenção em decorrência de tal escolha.
Castro ainda adiantou que, caso Cidade chegue ao segundo turno das eleições, o PDT se manterá no seu arco de aliança.
“Não foi tratado à revelia da Executiva Nacional. Pelo que conheço do presidente nacional [Calos Lupi], não vai haver nenhuma sinalização de intervenção, no sentido de destituir a executiva municipal. Até porque isso prejudicaria muito nossa pré-candidatura de vereadores”, advertiu Luiz Castro.
A possibilidade foi cogitado, segundo Castro, numa tentativa do PT-AM e do prefeito David Almeida (Avante) em atrair o PDT para suas coligações.
E se um bolsonarista compor chapa majoritária?
Luiz Castro também comentou sobre a possível indicação de um bolsonarista como vice-prefeito na chapa de Cidade. O presidente do PDT-AM disse que, “a princípio, a ideia não representa algo incontornável e que, caso aconteça, será analisado”, reforçando que o partido não apoia um cabeça de chapa do campo do bolsonarismo e da ultra-direita.
“Se o candidato a vice vier do PL é uma história. Agora se fosse o contrário, o Roberto Cidade vice, quem sabe do Alberto Neto, é outra história. Nosso compromisso é com o cabeça [de chapa]. Se acontecer, vamos analisar com muito cuidado e atenção. O PDT, em nenhuma hipótese, vai se alinhar ao bolsonarismo. Mesmo que haja uma aliança do Roberto Cidade com setores do bolsonarismo, a gente não vai desdobrar isso em um apoio para um candidato da ultra-direita”, garantiu Castro.
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