O Diário Oficial da União (DOU), publicado na última sexta-feira (5/4), trouxe as diretrizes do Partido Novo para as eleições de 2024. Na publicação consta a proibição de coligações ou alianças com partidos de esquerda, mais especificamente com a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e a Federação PSOL/REDE. O documento também traz a confirmação que o partido usará o fundo eleitoral no pleito deste ano.
A legislação eleitoral determina que as diretrizes dos partidos sejam divulgadas até 180 dias antes do pleito, garantindo transparência e publicidade às normas para escolha e substituição de candidatos.
Para Eduardo Ribeiro, presidente do Novo, a decisão de proibir alianças com os partidos de esquerda é coerente com a ideologia da sigla. Ele também diz que a sigla quer outro ‘patamar na política’, aumentando número de eleitos em todo o Brasil.
“Estamos com uma ótima expectativa. Superamos mais de 60 mil filiados e estamos presentes em mais de 300 cidades brasileiras”, afirmou Eduardo Ribeiro.
O partido Novo tem a empresária Maria do Carmo Seffair como pré-candidata à Prefeitura de Manaus.

Novo ‘muda rota’ e opta por utilizar Fundo Eleitoral
Após abdicar do uso do Fundo Eleitoral desde 2015, o Novo recuou desta decisão e, nas eleições municipais deste ano passará a utilizar os recursos públicos destinados a campanhas políticas.
Em março do ano passado, o partido já havia aprovado internamente a ideia de usar o Fundo Partidário, permitindo a utilização de R$ 106 milhões que estavam aplicados em renda fixa no Banco do Brasil. Além desse valor, a previsão é que o Novo receba cerca de R$ 43 milhões do Fundo Eleitoral para as eleições de 2024.
“Decidimos usar as mesmas armas dos nossos adversários, mas com uma divisão técnica e transparente dos recursos”, justificou o presidente do Novo.
Com a proibição de doações de pessoas jurídicas, o Fundo Eleitoral destina-se ao financiamento das campanhas políticas, para compensar as perdas decorrentes da proibição das doações.
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