Nesta terça-feira (12/3), o Ministério Público do Amazonas (MPAM) realizou a segunda etapa da operação “Compadrio”, que investiga desvio de verbas públicas destinadas aos Conselhos de Escolas e às Associações de Pais e Mestres das escolas municipais de Manacapuru.
O nome da Operação, batizada de “Compadrio”, é uma referência direta à prática de condutas que privilegiam amigos e/ou parentes de maneira ilegal. A ação contou com a participação da Polícia Civil.
A investigação detectou uma rede de corrupção liderada por altos funcionários da Secretaria de Educação e Cultura de Manacapuru, com desvios de fundos do salário-educação para contas de servidores, familiares e terceiros.
Segundo o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Promotor de Justiça Igor Starling, a operação contempla três mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão, com o apoio da Polícia Civil do Amazonas e informações técnicas fornecidas pela Controladoria Regional da União no estado.
Além disso, ações adicionais incluem o bloqueio de bens dos investigados, totalizando mais de quatro milhões de reais, e o afastamento de três servidores de suas funções na Secretaria de Educação e Cultura.

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