A pesquisa “Censo 2022 – Características dos Domicílios”, divulgada nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que no Amazonas 66% dos domicílios permanentes ocupados possuem ligação com a rede geral de abastecimento de água, um dos piores índices do País.
Em termos absolutos, 713.550 mil domicílios de amazonenses possuem ligação com a rede geral e a utilizam como principal fonte de acesso a água potável. O número coloca o Estado, onde está a maior bacia hidrográfica do planeta, na 23ª posição no ranking entre as Unidades da Federação.
No ranking nacional, São Paulo ficou com a melhor condição de abastecimento de água (95,7%) e o Amapá apresentou o pior quadro, com 43,3%. Entre as capitais, Manaus ficou na 21ª posição (76,2%). Vitória ocupou o melhor posicionamento (99,5%) e Porto Velho o pior ( 36,7%).
No Estado, 25,8% dos domicílios ocupados não possui ligação com a rede geral e utilizam outras formas de abastecimento. Dessas, a principal é o poço profundo ou artesiano. Um total de 157.160 domicílios, recebem abastecimento de água dessa forma, o que corresponde a 14,5% dos domicílios do Amazonas.
Em Manaus são 83.853 domicílios utilizando poço profundo ou artesiano (13,3%).
No Amazonas, o abastecimento de água via rede geral, evoluiu muito pouco entre os dois últimos Censos (2010 e 2022), passando de 64,5%, em 2010, para 66,0% ,em 2022. Em Manaus, o percentual de domicílios, ligados à rede geral, manteve-se praticamente estável com 75,4% ,em 2010, e 76,2% ,em 2022.
Por outro lado, o abastecimento via poço, no Estado, passou de 12,8% (2010), para 14,5% (em 2022).
Abastecimento de água no interior é gravíssimo
Entre os municípios do interior amazonense, a situação do abastecimento de água potável é mais grave. No item “não possui ligação com a rede geral”, 19 municípios do Estado possuem mais de 50% de seus domicílios ocupados nessa condição.
As piores situações estão em Pauini, Tonantins, Santo Antônio do Iça, Envira e Lábrea. Já Parintins, Urucará, Manaus, São Sebastião do Uatumã e Itapiranga, estão em melhores condição. Ressalte-se que o abastecimento de Parintins foi condenado pelos especialistas por risco de contaminação do lixão da cidade.
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