Partido com a maior fatia do Fundo Eleitoral – o Partido Liberal (PL) deverá receber R$ 863 milhões para turbinar as as campanhas para prefeito e para vereador nas eleições deste ano – e com maior tempo de propaganda no rádio e na TV – em Manaus terá cerca de 15 inserções diárias – no Amazonas, a definição sobre quem será o candidato à prefeito da capital ainda parece estar longe do fim.
No início de janeiro deste ano, Alberto Neto se dispôs a conversar com Menezes, destacando que a direita precisava estar unida para as eleições de 2024 e, principalmente, para “ajudar Bolsonaro em 2026”. Durante a conversa, chegaram a falar em formar uma chapa puro sangue para que os votos não fossem dispersados e para que problemas internos do PL-AM fossem sanados.
A ideia de uma chapa puro sangue com Alberto Neto e Menezes teria agradado à Bolsonaro. No entanto, tem sido rejeitada pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, que busca uma outra solução para ser o vice de Alberto Neto.
Alfredo Nascimento mantém distância
O presidente do PL-AM, o ex-prefeito Alfredo Nascimento, acompanha à distância e tem evitado dar quaisquer declarações sobre qual caminho o partido deverá seguir.
A assessoria do partido no Amazonas informa que sequer há previsão de que ele, como presidente da legenda, fale publicamente sobre os imbróglios que tem ‘travado’ o deslanche do PL no estado, principalmente na capital, onde há explicitamente um impasse entre os nomes de Coronel Menezes e Capitão Alberto Neto, que já se colocaram para os eleitores como pré-candidatos à Prefeitura de Manaus.
Capitão Alberto Neto x Coronel Menezes
Ao RealTime1, nesta quarta-feira (14), o deputado Capitão Alberto Neto disse “estar sem novidades” sobre a composição da chapa, mas garante que até o final deste mês “tudo será resolvido” dentro da legenda.
Já Menezes, aparentemente incomodado com a postura de Alfredo Nascimento, considerou “lamentável” a omissão do presidente do PL no Amazonas em relação ao desfecho para uma definição da chapa majoritária para a Prefeitura de Manaus.
Menezes não pensa em recuar da disputa. “Você acha que alguém que teve mais de 544 mil votos na última eleição, só na capital, fica fora desse pleito?”, questionou.
Disputas internas
Em junho passado, Coronel Menezes havia sido expulso do PL-AM por ter chamado Alberto Neto de “Judas“. No entanto, em janeiro deste ano, a Justiça do Amazonas negou o agravo de instrumento interposto pelo partido e o manteve na legenda.
Além de Alberto Neto, Menezes ‘atacava’ Alfredo Nascimento pela aproximação com o prefeito David Almeida (Avante). Menezes disse, em janeiro deste ano, nas redes sociais, que temia a entrada de David no PL de forma “oportunista”.
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