O Amazonas enfrenta um possível surto de dengue neste início de ano. Durante as quatro primeiras semanas de 2024, foram notificados mais de 3.900 casos no Estado, conforme dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP/AM).
Entre os dias 1° e 25 de janeiro, no Amazonas, os municípios com maiores taxas de incidência foram: Lábrea (490,7), Guajará (418,8), Jutaí (416), Tefé (339,2), Envira (327,7), Alvarães (323,2), Carauari (219,4), Iranduba (195,1), Presidente Figueiredo (175,9), Manacapuru (167,6), Rio Preto da Eva (129,1), Manaus (106,4), Coari (104,9), Novo Airão (83,4) e Boca do Acre (83).
No ranking de incidência de dengue, o Amazonas está em 10º lugar, com 111,4 casos prováveis por 100 mil habitantes, segundo dados do Ministério da Saúde.
O infectologista da Fundação de Medicina Tropical (FMT), Dr. Noaldo Lucena afirmou que o panorama da dengue no Amazonas é preocupante.
“Temos percebido um aumento súbito e repetentino, caraterizando como um surto de dengue, não apenas no Amazonas, mas no Brasil todo. Esse aumento é preocupante pois, se você já teve degue alguma vez, há possibilidade de ter uma dengue hemorrágica na segunda vez”, disse.
Lucena explicou que os principais sintomas são: febre alta, acima de 38°C, dor atrás dos olhos, no corpo e nas articulações, mal-estar severo, náuseas, vômitos e manchas vermelhas no corpo.
Ele reforça que, ao apresentar os sintomas, é importante procurar imediatamente por um serviço de saúde para o diagnóstico correto e o tratamento médico.
Assista à entrevista completa:
Plano de contingência da FVS
A FVS-RCP, órgão de saúde do Amazonas, lança o Plano de Preparação, Vigilância e Resposta para Dengue, Zika e Chikungunya 2023-2024, disponível abaixo.
Recomenda-se à população a estratégia de 10 minutos de vistoria semanal para eliminar criadouros do mosquito, uma medida simples de implementar no dia a dia.
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