Em reunião com representantes da indústria, comércio e serviços, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) e Defesa Civil anunciaram ações antecipadas para o enfrentamento da cheia e vazante no Amazonas neste ano de 2024.
Dentre as temáticas discutidas estão os fenômenos agravados pelos efeitos da crise climática global, como a dragagem dos rios para início de maio, além de outros diálogos que estão sendo feitos com o governo federal.
“A conversa que o governador Wilson Lima teve com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, foi no sentido que a dragagem é o mecanismo que nós dispomos agora para evitar um mal maior que, porventura, venha acontecer em 2024”, destacou o titular da Sedecti, Serafim Corrêa.
Serafim disse ainda que o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, foi convidado para estar em Manaus, no dia 28 de fevereiro, para dialogar com o Amazonas, durante a reunião de aniversário de 57 anos da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
De acordo com Serafim, o Governo do Amazonas saiu na frente em poder se planejar quanto aos efeitos econômicos decorrentes da cheia e vazante e, dessa forma, pode se planejar e traçar estratégias para garantir a produtividade no comércio, indústria e serviços.
“Temos a obrigação de compartilhar informações com os empresários, a indústria, o comércio e serviços, no sentido de que todos juntos possamos nos prevenir e tomar medidas. O poder público de um lado vai agir, mas de outro lado os empresários precisam ter as informações para tomarem as medidas que acharem mais convenientes para que haja solução de continuidade de seus negócios”, declarou Corrêa.
Balanço da estiagem e previsões para 2024
O secretário da Defesa Civil do Amazonas, coronel Francisco Máximo, apresentou um balanço da estiagem de 2023 e os prognósticos com previsões para este ano.
“A previsão para este ano é de uma estiagem severa. Então, precisamos trabalhar de forma bastante antecipada e planejada. Buscamos as lições aprendidas do ano passado para que possamos aprimorar o planejamento e, por meio dele, minimizar os impactos que esse desastre da estiagem pode trazer novamente este ano, não só pensando na questão econômica, mas também na questão social”, ponderou.
Planejamento redobrado no setor industrial
O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, destacou que o planejamento da indústria vai ser redobrado para este ano, frisando que as empresas sempre procuraram se precaver e, assim, conseguem evitar demissões.
“Não houve redução. As empresas anteciparam até as férias coletivas para que não houvesse desemprego. como não houve. Então, agora, se neste ano nós tivermos problema, com certeza muito mais [empresas] já vão estar prevenidas”, diz Azevedo.
O presidente da Federação do Comércio do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota, destacou que o Estado tem criado oportunidade para reunir pessoas que tenham envolvimento com a problemática para que, juntos, possam achar soluções pertinentes.
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