Setores da Segurança Pública, no Amazonas, ainda mantêm posição de desconfiança com relação à efetividade do uso de câmeras corporais nas fardas de policiais em serviço. A obrigatoriedade desse dispositivo foi um dos último atos no Ministério da Justiça e Segurança Pública, que Flávio Dino enviou à Casa Civil, antes de assumir como ministro no Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao RealTime1, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) afirmou que aguarda a deliberação do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública e Defesa Social (CNSP) acerca da eficiência das câmeras corporais em relação à redução das taxas de homicídios. Enquanto isso, realiza a análise dos custos da implantação dessa da tecnologia no Estado.
Nesse contexto, a SSP-AM, segundo fontes de dentro da pasta, está impossibilitada de elaborar um projeto para a implantação das câmeras entre os equipamentos essenciais ao desempenho dos agentes da segurança.
Um policial militar, que aceitou conceder entrevista sem se identificar, avaliou que a implantação das câmeras corporais prejudica a ação diária nas ruas.
“Além do afrouxamento da lei, audiência de custódia e demais artifícios que prejudicam o combate ao crime, no Brasil, ainda temos que ver esse debate e a implantação das câmeras, que só prejudica o policial. É como se amarrasse mais ainda nossas mãos”, disse o PM.
No argumentação do então ministro Flávio Dino, as câmeras protegem os bons policiais, ajudam a produzir boas provas para julgamento dos juízes e trazem outros dados positivos.
O RealTime1 questionou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Klinger Paiva, sobre a implantação das câmeras corporais e, ainda, se existe algum plano da corporação para aderir ao sistema que São Paulo, entre outros poucos estado, já adotou sem resistência. No entanto, até o fechamento desta matéria, nenhuma resposta foi enviada.
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