quarta-feira, 23 de setembro de 2026
SANEAMENTO BÁSICO

Investimento de R$ 2 bi promete levar saneamento a dois milhões de manauaras

De acordo com o levantamento 2023 do Trata Brasil, Manaus está no 15º lugar das cidades que mais investem em saneamento básico, mas possui apenas 25,58% de cobertura.
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Vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, Prefeito de Manaus, David Almeida, entre outras autoridades participaram do evento de lançamento do programa de saneamento básico. Foto: Clóvis Miranda / Semcom

O programa Trata Bem Manaus da Águas de Manaus vai investir R$ 2 bilhões em saneamento básico e promete universalizar o serviço e atender 90% da população até 2033. O lançamento aconteceu na tarde de terça-feira (23/1), no Centro da cidade.

De acordo com a concessionária, 150 igarapés de Manaus serão atingidos positivamente com a implantação do programa. A empresa diz ainda que a capital vai ter também um grande salto de pessoas com acesso a saneamento básico, saindo de 600 mil pessoas para dois milhões.

De acordo com o levantamento 2023 do Trata Brasil, Manaus está no 15º lugar das cidades que mais investem em saneamento básico, mas possuem apenas 25,58% de cobertura.

As obras, segundo a Águas de Manaus, já iniciaram e devem empregar mais de cinco mil pessoas pelos próximos anos.

Para o vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, o programa vai sanar uma problemática da cidade que é a ausência de saneamento básico em alguns pontos. No entanto, ele amenizou a situação e pontuou que este problema não é exclusivo de Manaus, mas de todo o país.

“No Brasil nós temos um atraso de três décadas se comparar com a média internacional. O Brasil vive um dilema e uma desigualdade. O tratamento de esgoto é um serviço caro no mundo todo. Hoje a gente vê uma articulação. A qualidade de vida das pessoas se mede em como a gente trata a água e o esgotamento sanitário, tratamento de resíduo. Para a gente atingir e ter orgulho da nossa cidade, precisamos superar esse vácuo, esse déficit”, disse.

O prefeito da cidade, David Almeida, também esteve presente no lançamento do Trata Brasil e falou dos avanços na distribuição de água à população, prometendo a ampliação do serviço.

“Estamos na maior bacia hidrográfica do mundo e já tivemos problema na distribuição de água. Hoje, isso é um dos menores problemas que a prefeitura tem dos serviços oferecidos. A população, por unanimidade, aprova a distribuição de água. Quando assumimos, nós tínhamos uma cobertura de 16% a 17% de esgoto, finalizamos em dezembro com 29%. A meta é chegar esse ano a 39%. Isso melhora a qualidade de vida, os atendimentos na saúde”, frisou.

Programa de saneamento básico foi projetado durante dois anos

Para o diretor-presidente da Águas de Manaus, Diego Dalmagro, a disponibilidade e o uso do sistema de esgotamento sanitário deve ser uma das principais obras de infraestrutura em uma cidade. Ele falou que a empresa, há dois anos, vinha fazendo um levantamento da real situação da capital para que o programa fosse desenvolvido de forma a ser realmente executável.

“Estudamos toda a característica da cidade, cada microbacia, que são pontos em cada igarapé da cidade. Dividimos a cidade em 66 localidades para levar estrutura independente em cada uma delas. Esse estudo foi avaliando condições de ruas, casas, quantidade de pessoas, para dar a infraestrutura necessária para isso”, explicou.

Diego Dalmagro disse ainda que em paralelo ao estudo da estrutura, também foi desenvolvido os programas sociais para garantir que áreas vulneráveis da cidade fossem atendidas. O diretor-presidente da concessionária disse ainda que a obra de saneamento básico em Manaus possui 2 milhões de metros, que pode ser exemplificada como uma distância de Manaus até Brasília.

Questionado se a obra bilionária também vai ‘pesar’ para o bolso do consumidor manauara, Dalmagro disse que não, destacando que os reajustes indicados pela concessionária são referentes à inflação anual e não à implantação do programa.

Dalmagro falou ainda que o Trata Brasil impactará, de forma positiva, todos os igarapés, citando o Mindu, Coroado, Tarumã, entre outros.

“Em oito anos, todas as regiões vão ter a rede coletora de esgoto na frente de cada domicílio, cada construção, o levando para uma estação de tratamento. Os igarapés vão ser impactados diretamente”.

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