segunda-feira, 28 de setembro de 2026
HEMOAM

Jovens amazonenses não têm cultura de doar sangue, aponta levantamento

Os doadores entre 40 e 49 anos possuem maior participação na doação de sangue Amazonas.
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Homem, em um hemocentro, sendo atndido por uma enfermeira, no momento da doação de sangue
Adolescentes de 16 até adultos de 29 anos estão no penúltimo lugar do ranking de doadores de sangue no estado. (Foto: Divulgação)

Jovens amazonenses não tem a cultura de doar sangue, aponta levantamento da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (HEMOAM).

Adolescentes de 16 até adultos de 29 anos estão no penúltimo lugar do ranking de doadores de sangue no estado.

Os doadores entre 40 e 49 anos possuem maior participação na doação de sangue Amazonas, representando 29,28% do total de doadores cadastrados.

A faixa entre 30-39 anos aparece em segundo lugar com 25,59%, seguida da faixa 50-59 anos com 18,26%. 

Além do fator envelhecimento, o levantamento demonstra ainda que há uma necessidade cada vez maior da fidelização de doadores mais jovens.

Isso porque, levando em consideração que idade máxima para doar é 69 anos, esse envelhecimento da população doadora preocupa a instituição, que nota cada vez mais o aumento de inaptidões devido aos problemas de saúde que surgem com a idade.

O diretor-técnico da Fundação Hemoam, Dr. Sérgio Albuquerque, afirma que uma preocupação do hemocentro é a baixa fidelização de doadores mais novos.

“Uma pequeníssima faixa da população desenvolve essa consciência de permanecer doando voluntariamente e isso explica o porquê de pessoas mais novas não estarem entre os principais doadores da instituição”, disse.

A médica do doador, Jael Bohadana, vê o avanço da idade como um marcador importante nos números de inaptidão, principalmente entre aqueles que não prezam por uma boa qualidade de vida e possuem uma tendência maior a evoluir para doenças crônicas, principalmente diabetes, hipertensão e a dislipidemia (colesterol e triglicerídeos alto), o que atrapalha no processo de doação de sangue.

Inaptidão para doar sangue Pós-pandemia

Segundo a médica, a Pandemia da Covid-19 acentuou ainda mais o número de doadores que não podem mais doar sangue.

“Depois da pandemia, muitas pessoas desenvolveram comorbidades que as impedem de doar, principalmente diabetes e doenças psicológicas. As doenças psicológicas quando requerem acompanhamento psiquiátrico e uso de medicamento podem gerar impedimento definitivo, então perdemos muitos doadores devido à ansiedade, depressão e manias desenvolvidas pós-pandemia”, afirmou.

A médica destaca que o cuidado e a persistência são fundamentais para as pessoas que querem adotar estilo de vida saudável para doações regulares.

“Indico para as pessoas o cuidado com a alimentação, a saúde física e mental. Se você quer ajudar o próximo, você precisa se ajudar antes. Fique bem e esteja saudável para salvar vidas”, finaliza.

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