quarta-feira, 23 de setembro de 2026
PESQUISA

Pesquisa financiada pela Fapeam revela resistência de fungo em plantas de tomate

Um estudo apoiado pela Fapeam investigou a resistência do fungo causador da mancha-alvo.
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Fomentado pela Fapeam, o estudo observou ainda que as doenças causadas pelo fungo requerem manejo constante. (Foto: Nathalie Brasil/Fapeam)

Um estudo apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em colaboração com o Governo do Amazonas, investigou a resistência do fungo fitopatogênico Corynespora cassiicola, causador da mancha-alvo, a diversos fungicidas.

Realizados em testes in vitro e em plantas de tomate, os resultados da pesquisa, intitulada “Resistência de Corynespora cassiicola à fungicidas no Amazonas”, revelaram maior resistência à Azoxistrobina.

A coordenadora da pesquisa, Jânia Lília da Silva Bentes Lima, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), coletou isolados do fungo em diferentes municípios amazonenses. A mancha-alvo, endêmica na região, afeta várias culturas agrícolas, especialmente o tomate, demandando manejo contínuo ao longo do ano.

A pesquisa destaca a importância da resistência genética, observando que, enquanto em outros países já foram encontradas fontes de resistência, no Brasil, os dados são limitados.

“Essa informação é relevante para que novas medidas de controle sejam adotas de forma integrada, reduzindo o uso destes pesticidas, que podem não ter a eficiência esperada no campo, devido a presença de isolados resistentes do fungo”, explicou Jânia Lima. 

Ela complementou ainda que o teste foi realizado em laboratório, com diferentes concentrações dos fungicidas, em que foram testados para determinar a ocorrência de resistência in vitro. Além disso, os testes em tomateiros foram realizados para confirmar a resistência aos produtos em condições in vivo.

Os testes laboratoriais evidenciaram resistência, principalmente à Azoxistrobina, informação crucial para o desenvolvimento de estratégias de controle mais eficazes e sustentáveis. Jânia Lima ressaltou a relevância do apoio da Fapeam para a realização do estudo, que incluiu parcerias com a University of Tennessee e a Embrapa Amazônia Ocidental.

“O apoio da Fapeam foi fundamental para a execução do projeto, que demandou recursos para aquisição de reagentes, material de consumo e permanente. Sem o aporte financeiro da Fapeam, a proposta não poderia ter sido executada”, enfatizou Jânia Lima. 

O projeto, financiado pelo Programa Universal Amazonas, busca contribuir significativamente para o desenvolvimento econômico e social do estado.

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