Mesmo com a redução dos preços na Refinaria da Amazônia (Ream), os postos de combustíveis de Manaus continuam mantendo os preços da gasolina e do diesel, no mesmo valor. O valor da gasolina comum cobrada no Amazonas tem uma diferença de 89 centavos em relação à média nacional.
Segundo a Petrobrás, a média de preço da gasolina comum é de R$ 5,63 no Brasil e a venda na refinaria é de R$ 2,05, sem imposto. Já no Amazonas, a média de preço é de R$ 6,52, ou seja 89 centavos a mais em relação à média nacional na venda ao consumidor.
No Brasil, são 19 refinarias, com capacidade total de produção de 2,41 milhões de barris/dia de derivados. Dessas, 10 são de propriedade da Petrobras e 9 são de controle privado. Em Manaus, o controle da refinaria é feito pela Ream, que foi vendida pela Petrobrás a iniciativa privada em 2022, no fim do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com os números da Ream, desde a semana passada, a gasolina foi repassada às distribuidoras com uma redução média de 0,9%, enquanto o Diesel S10 passou por uma diminuição em torno de 3,4% e o Diesel s500 de 3,47%.
O Amazonas possui o segundo maior valor da gasolina comum no Brasil, ficando atrás apenas do Acre. No estado, mesmo com a redução dos preços na refinaria o preço não é reduzido nos postos da capital Manaus.
Mercado Livre
O Sindicato de Comércio Varejista de Combustíveis e Petróleo (Sindicombustiveis-AM) disse que não interfere nos preços dos combustíveis e na administração dos postos, por esse motivo não pode falar a respeito do que é cobrado ao consumidor final.
“Ressaltamos que o mercado é livre e competitivo em todos os segmentos, cabendo a cada distribuidora e posto decidir qual será seu preço final, de acordo com suas estruturas de custo. O preço final ao consumidor varia em função de múltiplos fatores como: carga tributária (municipal, estadual, federal), concorrência com outros postos na mesma região e a estrutura de custos de cada posto (encargos trabalhistas, frete, volume movimentado, margem de lucro etc)”.
Em nota do Sindicato de comércio varejista de combustíveis e petróleo
Formação de preços
Segundo a Petrobrás, a composição do preço da gasolina é de 31% para refinaria, 10,5% são de Impostos Federais, 18,7% de impostos estaduais, 9,5% o custo do etanol que é acrescido no combustível, e 30,3% o lucro entre distribuidoras e revendedores.

Fiscalização do Procon-AM
O Procon do Amazonas disse que tomou conhecimento da redução de preços na refinaria de Manaus e que está acompanhando o caso e que em fiscalizações anteriores, não detectou a redução nos preços.
“A redução foi anunciada para o dia 15 de dezembro e deve incidir sobre o preço de comercialização entre a refinaria e distribuidoras, não havendo ainda dados a respeito do preço a ser comercializado para com os postos e por conseguinte, nem o preço que será atribuído ao produto para o consumidor final. Até o momento das últimas fiscalizações realizadas não houve alteração de preços.”