O governo federal deu mais 15 dias para as empresas aéreas apresentarem uma proposta de redução no preço das passagens. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (24) pelo Ministério de Portos e Aeroportos. A decisão foi tomada um pedido das companhias, após reuniões com o ministro Silvio Costa Filho.
Em nota, a pasta disse entender “que é fundamental que as companhias aéreas busquem alternativas para diminuir o preço das passagens no Brasil”.
“O Ministério ressalta que segue empenhado para tornar o valor da passagem mais acessível ao povo brasileiro e, consequentemente, ampliar a aviação civil no país. O MPor seguirá em diálogo com todos os agentes do setor aéreo em busca de soluções que trará benefícios a toda a sociedade”, destacou a nota.
No dia 14 de novembro, o ministro Silvio Costa Filho afirmou que havia concedido um prazo de 10 dias para que as empresas apresentassem um plano de ação para reduzir o preço das passagens aéreas.
“Sabemos que o aumento das passagens é uma questão mundial. Na Europa e nos Estados Unidos, nós tivemos aumento nas passagens aéreas. O que nós não podemos aceitar e permitir são aumentos abusivos que têm prejudicado a população brasileira”, declarou ele na ocasião.
Aumento das passagens em 2023
As passagens tiveram alta de 23,7% entre setembro e outubro deste ano, com impacto sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro.
De acordo com dados de agosto da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o valor médio das passagens é de R$ 649,17.
O governo defende que os preços deveriam refletir a redução no valor do querosene de aviação. O querosene representa cerca de 40% dos custos do setor e teve queda de 18,7% nas refinarias da Petrobras, na comparação com novembro de 2022.