O reitor da Universidade do Estado do Amazonas, André Zogahib, revelou em entrevista ao canal RealTime1 Play que, neste ano, foi contratado um sistema de segurança usado em Israel para aumentar a segurança na distribuição e abertura das provas do vestibular nas salas de escolas de todos os 62 municípios do Estado.
“É uma série de situações e procedimentos de segurança que nem é bom a gente falar para não ajudar a criminalidade, mas temos trabalhado com muita força dentro da universidade e em parceria com os órgãos de segurança.”
André Zogahib destacou ainda o esforço logístico para a realização do Vestibular e do Sistema de Ingresso Seriado (SIS) em todos os municípios com segurança para que as provas estejam no lugar certo e no tempo certo.
“A gente fez uma grande operação, com um grande time de pessoas imbuídas de cumprir uma missão institucional de levar educação para o município, para o interior e desenvolver o estado tanto social quanto economicamente”, diz Zogahib.
Na entrevista, realizada no estúdio principal do RealTime1 Play, o reitor também revelou que está trabalhando com a procuradoria da UEA, o Governo do Estado e os deputados da Assembleia Legislativa para construir uma nova política de cotas que valorize o estudante amazonense.
“O Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional a cota de 80% de reserva de vagas para estudantes do Estado, mas não a política de cota em si”, explicou, indicando que para o próximo vestibular haverá essa nova política de cota, mas não neste patamar de 80%.
Outro destaque da entrevista foi a revelação de que o investimento em pesquisa na UEA já garantiu a criação de produtos que ajudem na formulação de políticas públicas e no entendimento de situação criadas pelas mudanças climáticas em nosso Estado.
Ele citou como exemplo o aplicativo SELVA, que mede a qualidade do ar nos bairros de Manaus e foi importante para a definição de ações nesse período em que a capital está ficando debaixo da nuvem de fumaça das queimadas.
“O SELVA é uma tecnologia muito barata e que foi usada bastante, mas temos também o Curupira, que é um aparelho que consegue captar uma série de dados da floresta a partir de ferramentas de Inteligência Artificial e informar aos órgãos, por exemplo, que a trepidação captada por ele é um trator que está entrando numa área protegida”, contou.
Por fim, André Zogahib disse que está otimista com as novas possibilidade de geração de negócios sustentáveis a partir da parceria da UEA e o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), que terá nos recursos humanos da instituição um valioso ativo para desenvolver o nosso Estado.
Confira a entrevista de André Zogahib na íntegra: