O nível do rio Negro medido no Porto de Manaus voltou a estar abaixo dos 13 metros e nesta quinta-feira (16) chegou a 12m96cm. Agora são nove dias de repiquete, fenômeno que acontece quando o rio volta a ter um período de descida após ter alcançado o nível mais baixo da história em 26 de outubro.
A vazante em Manaus havia parado no dia 26 de outubro, quando o rio desceu 3cm. No dia seguinte a cota ficou estabilizada em 12m70cm, iniciando no dia seguinte um período de 11 dias de subidas seguidas e que encerrou no dia 7 deste mês.
No total, neste período de 11 dias, o Negro subiu 52 centímetros e atingiu a cota de 13m22. A partir do dia 8 o rio iniciou um repiquete que já dura nove dias e fez a cota do rio descer 26 centímetros.
Conforme o último boletim de alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas, produzido pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), da última sexta-feira (11), a bacia do rio Negro apresentava ritmo regular de descida nas diferentes estações de monitoramento desde o município de São Gabriel da Cachoeira.
“O rio Negro apresentou descidas em São Gabriel da Cachoeira ao longo da semana, mas voltou a subir no registro mais recente. Em Tapuruquara (Santa Isabel do Rio Negro), o rio manteve o processo de recessão, com descidas médias diárias de 7 cm. Em Barcelos, o rio iniciou a semana com estabilidade, mas voltou a descer nos últimos dias. Em Manaus, o rio Negro iniciou a semana com pequenas subidas e voltou a descer ao longo da semana. Os níveis desta calha são considerados baixos para esta época“, relata o CPRM.
Os três dias desta semana confirmam essa tendência captada na semana passada pelo CPRM e nesta quinta-feira (16), a estação de Novo Airão, já próxima de Manaus, mostrou também uma descida de um centímetro.
Essa medição na estação de Novo Airão é importante porque nela o rio já recebeu as águas do rio Branco, principal afluente do Negro e cuja foz fica acima da sede do município de Novo Airão. Conforme o CPRM, a bacia do Branco segue com níveis considerados baixos para este período do ano.