quarta-feira, 23 de setembro de 2026
SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA

Yaripo Ye´pâ desarticula garimpo ilegal no Pico da Neblina

Foram efetuadas quatro ações fiscalizatórias, com a emissão de um auto de infração de R$ 28.800,00
COMPARTILHE
Operação conjunta encerrou, neste sábado, em São Gabriel da Cachoeira

Uma operação conjunta realizada por fiscais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiverisdade (ICMBio), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e militares do Comando Militar da Amazônia (CMA) desarticulou garimpos ilegais na fronteira do Amazonas com a Venezuela.

Batizada de  Yaripo Ye’pâ, a operação de combate ao garimpo ocorreu em área sobreposta com a Terra Indígena Yanomami localizada no interior da unidade de conservação federal Parque Nacional do Pico da Neblina. Toda a ação encerrou neste sábado (11), em São Gabriel da Cachoeira, no Alto Rio Negro

 A operação demandou meses de planejamento interinstitucional e uma complexa logística aérea, com atuação dos agentes federais de fiscalização ambiental (CR ICMBio Manaus e UNA/CR Oeste do Pará), FUNAI CR Rio Negro e as tropas do 3° Batalhão de Infantaria de Selva (3º BIS) do Comando de Fronteira Rio Negro, 5° Batalhão de Infantaria de Selva (CFRN/5° BIS) e 4º Batalhão de Aviação do Exército (4° BAVEX).   

Os profissionais especializados atuaram a mais de 2 mil metros de altitude, próximos ao Pico da Neblina, o ponto mais alto do Brasil localizado no norte do estado do Amazonas, na serra do Imeri. Na ação foram destruídas estruturas e equipamentos utilizados nas atividades ilícitas e um garimpeiro que atuava na região foi retirado do território. Indígenas cooptados pelo garimpo ilegal se embrenharam na floresta ao perceber a fiscalização.   

Quase três hectares impactados pelo garimpo ilegal foram embargados em três locais de mineração irregular, diversos acampamentos, motobombas e outros equipamentos usados na extração criminosa de ouro no interior da unidade de conservação foram inutilizados pela fiscalização.  

Ao todo, foram efetuadas quatro ações fiscalizatórias, com a emissão de um auto de infração no valor de R$ 28.800,00 ao responsável por um dos garimpos que foi identificado e retirado do território da UC, os equipamentos inutilizados nas ações tiveram o valor estimado em R$ 21 mil. A operação ocorreu entre os dias 21 de outubro e 4 de novembro.

O garimpo ilegal de ouro tem como principais impactos o desmatamento, a degradação dos solos, o assoreamento de cursos d’água e a contaminação da biota por substâncias tóxicas como o mercúrio, que afeta gravemente a saúde dos seres vivos. 

COMPARTILHE