O Conselho Universitário (Consuni) aprovou a criação e atuação da Comissão Geral de Heteroidentificação (CGH) da Universidade Federal do Amazonas, bem como de suas comissões setoriais.
Isso significa que, a partir de agora, o processo para ingressar na instituição incluirá a avaliação da Comissão, garantindo que as vagas destinadas à reserva de vagas realmente sejam ocupadas por pessoas negras, pardas e indígenas.
A matéria abordada e aprovada no Consuni, presidido pelo reitor em exercício, professor Jacob Cohen, se baseou no levantamento feito pelo Grupo de Trabalho Heteroidentificação responsável por estudar a temática. Após um ano e meio de estudo, o GT apresentou suas conclusões ao Conselho maior da Universidade.
“Constituem atribuições da Comissão Geral Heteroidentificação: articular ações de capacitação, bem como acompanhar e apoiar a comunidade acadêmica, no entendimento sobre a temática relações étnico-raciais e implicações na educação; além do compromisso da articulação entre os demais setores da instituição”, registra o Relatório do GT.
O processo de implementação da Comissão de Heteroidentificação e suas normativas também visa garantir oportunidades sociais e educacionais igualitárias entre as diferentes raças.
Relator da proposta de criação da Comissão de Heteroidentificação, o professor João Libardoni afirma que a CGH dará maior legitimidade ao processo ao mesmo tempo que minimiza as fraudes.
“O papel dessas comissões é para comprovar se a pessoa se autodeclara indígena ou negra, por exemplo, ela precisa comprovar isso. Então, eu me autodeclaro, faço o vestibular, fui aprovado, então, vou passar pela Comissão de Heteroidentificação para averiguar a veracidade da autodeclaração”, explica o relator, frisando que a comissão vai poder atuar em todos os concursos da instituição que disporem vagas por cotas e que envolvam a questão dos indígenas e negros.
Fonte: Ufam