quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Candidatos perdem a oportunidade de se destacar em último debate

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O último debate antes do primeiro turno das eleições, realizado pela TV A Crítica, refletiu o clima morno que permeou toda a campanha até o primeiro turno dessas eleições. Faltou mais garra e vontade dos candidatos de se destacarem e sobressaírem a seus opositores. Com a ausência dos dois candidatos que figuram em primeiro lugar na pesquisa, o clima de compadrio ficou ainda mais latente. Não por acaso, várias das propostas apresentadas são compartilhadas pelos vários candidatos. Outras promessas são claramente inócuas e têm sido prometidas por vários candidatos há décadas em campanhas eleitorais.

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GUARDA MUNICIPAL ARMADA

Um bom exemplo de proposta compartilhada por diversos candidatos é a de armar a guarda municipal. A proposta vem na esteira armamentista que ajudou a eleger o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Já de promessas que o eleitor está cansado de ouvir, destaca-se a de construção de creches, verdadeira ladainha repetida por todos os candidatos há várias eleições, sem que se reverta em realidade para o cidadão de Manaus.

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RESUMO PERFEITO

Em sua fala final no único debate em que foi convidado para participa, o candidato Chico Preto (DC) resumiu bem o clima que permeou toda a campanha para o primeiro turno dessas eleições: “Quase todo mundo fala a mesma coisa. Todos têm os mesmos projetos”, disse Chico Preto, ao sugerir que o eleitor procure saber a vida pregressa dos candidatos antes de fazer sua escolha. O candidato Romero Reis (Novo) arrematou: “Não precisamos mais de políticos profissionais, mas de gestores competentes”.

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COMPANHEIRISMO

Ainda durante o debate na TV A Crítica, os prefeituráveis Marcelo Amil (PCdoB), Alfredo Nascimento (Trabalho Bom Merece Continuar) e José Ricardo (Manaus Pela Vida, Pelos Pobres) mantiveram os diálogos em tom de companheirismo. Após Marcelo Amil falar sobre a proposta de construir a primeira universidade municipal do Estado, Alfredo parabenizou a proposta de Amil. E apesar de criticar, duramente, a gestão de Arthur, Zé Ricardo evitou embates contra Alfredo, que é apoiado pelo atual prefeito.

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DIREITA DIVIDIDA

Curiosamente, no debate, o candidato bolsonarista, coronel Alfredo Menezes (Patriota), direcionou mais críticas e ofensas ao capitão Alberto Neto (Aliança Por Manaus), que também é apoiador do presidente, do que ao candidato Zé Ricardo, que é de esquerda e filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT).

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CORAGEM MORAL

Enquanto reafirmava sobre si o favoritismo do presidente, Menezes disse que Alberto Neto não possui “coragem moral” para divulgar os apoiadores partidários. No entanto, quando falava sobre Segurança Pública com Zé Ricardo, o diálogo ocorreu em tom amistoso e sem troca de “farpas”.

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AQUÉM

O deputado federal Marcelo Ramos (PL) criticou o comando de Arthur Neto (PSDB) na cidade de Manaus, em um story do Instagram. Ao ser questionado por um seguidor sobre como avalia a gestão do atual prefeito de Manaus, o parlamentar disse que a administração de Arthur está muito “aquém” do que prometeu durante a campanha em que concorreu com ele à Prefeitura de Manaus, no ano de 2016. Marcelo Ramos é do Partido Liberal, mesma sigla de Alfredo Nascimento, candidato que foi apoiado por Arthur Neto nas eleições deste ano.

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METRALHADORA GIRATÓRIA

Vislumbrando a chance de enfrentar Amazonino Mendes no segundo turno, o candidato da coligação Manaus Pela Vida, Pelos Pobres, Zé Ricardo (PT) assumiu uma atitude mais agressiva em relação aos adversários na reta final da campanha. O petista recorreu às redes sociais para, bem no estilo metralhadora giratória, atacar os adversários. Sobrou para Alfredo Nascimento, Romero Reis e Alberto Neto.

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SANEAMENTO E KOMBI

Falando sobre saneamento, Zé Ricardo matou dois coelhos com uma cajadada só: disse que o novo marco do saneamento vai beneficiar apenas empresas e não a população. E que, por isso, votou contra, enquanto Alberto Neto votou a favor. Já sobre Alfredo Nascimento, disse que o saneamento básico na época de sua passagem pela prefeitura de Manaus foi “o pior possível”. Ainda sobre Alfredo, Zé Ricardo disse que o ex-prefeito fala mal de sua Kombi “porque não pode me chamar de corrupto e golpista, que é o que ele é”.

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RACHADINHAS

Em resposta a críticas feitas por Romero Reis, Zé Ricardo disse que o candidato do Novo só estranha o fato de que ele utiliza o teto de R$ 1 milhão para verba de gabinete para pagar seus funcionários porque “o filho senador do presidente dele usa para rachadinhas e lavagem de dinheiro”.

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