quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Fametro arremata Tropical Hotel em leilão por R$ 93 milhões

A família Lins de Albuquerque, proprietária do Instituto Metropolitano de Ensino (IME), divulgou nesta quarta que o Tropical Hotel faz parte do grupo econômico da Fametro.
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Depois de arrematar em leilão a Santa Casa de misericórdia de Manaus por R$ 9, 3 milhões, a família Lins de Albuquerque, proprietária do Instituto Metropolitano de Ensino (IME), divulgou nesta quarta-feira (11) que o Tropical Hotel faz parte do grupo econômico da Fametro.

A Fametro arrematou o Tropical Hotel, em leilão, por R$ 93.807.533. Na página oficial da instituição, o grupo comemorou a aquisição dizendo que o local será transformado em um ambiente acadêmico.

“Além de voltar a ser um instrumento de fomento para o turismo no Amazonas, será também um lugar de prática para o ensino de nossos alunos”, diz trecho da postagem.

Leilão anterior

O Hotel já havia sido leiloado no ano passado, no Rio de Janeiro, mas a empresa arrematante não havia apresentado a documentação completa e, por isso, o resultado foi adiado. Mas no segundo, em março, teve como vencedor um empresário de São Paulo, disposto e pagar R$ 260 milhões pelo arremate do imóvel.

Mas ficou somente na disposição. Findo o prazo regulamentar de 20 dias, o empresário não havia pago o valor acertado. Mesmo assim, o leiloeiro carioca deu um prazo de 20 dias para o pagamento.

Terceira colocada

O dinheiro, porém, não foi depositado. E o imóvel foi oferecido à empresa Garatepaua, do Pará, que havia ficado em segundo lugar no leilão original, com o lance de R$ 255 milhões. Porém, mais uma vez, não deu em nada. Essa empresa acabou desistindo por falta de recursos financeiros.

Chegou, então, a vez da terceira colocada e, diziam na época, a melhor chance do empreendimento. Comandada por um grupo de empresários amazonenes, a Nyata Participações e Serviços havia oferecido R$ 135 milhões.

Era a metade do preço inicial, mas dinheiro suficiente para pagar dívidas trabalhistas, fornecedores e tributos. E ainda sobraria uma grande parte para ser investida na recuperação do imóvel, que já começava a apresentar sérios danos estruturais.

Por conta da pandemia do coronavírus, os compradores, alegaram dificuldades para levantar os recursos e pediram um prazo maior para pagamento.

Este prazo foi concedido e já havia encerrado, mas o dinheiro não havia sido depositado na conta do leiloeiro. Os credores ficaram sem receber e desejaram a realização de outro leilão.

Reportagem: Izaías Godinho

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