quarta-feira, 23 de setembro de 2026
CRISE CLIMÁTICA

Após fumaça invadir Manaus, ministra da Saúde vem à cidade coordenar ações de resposta

Informação foi divulgada pelo diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública do Ministério.
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A ministra Nísia Trindade. (Foto: Julia Prado/MS)

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, deve desembarcar no Amazonas na próxima segunda-feira (16) para tratar de questões referentes à crise climática pela qual a região passa nas últimas semanas, com forte estiagem e queimadas que resultam em densas nuvens de fumaça, que atingem Manaus e outras cidades do Estado.

A informação foi divulgada nesta sexta-feira (13) pelo diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde, Marcio Henrique de Oliveira Garcia, em entrevista coletiva que reuniu diversos representantes do governo federal para falar sobre medidas que estão sendo tomadas para o enfrentamento da situação, entre eles os ministros Marina Silva, do Meio Ambiente, e Waldez Góes, do Desenvolvimento Regional e Integração Nacional.

“Estamos monitorando toda a assistência para ver se aumenta o número de atendimentos [por causa da fumaça] e a ministra Nise está em contato permanentemente, ou diretamente ou pela sua equipe, com o governador, com os secretários tanto do Estado quanto dos municípios, inclusive indo na segunda feira para Manaus, tem uma reunião lá, deve estar anunciando uma série de medidas, novos apoios”, disse o diretor.

Segundo Garcia, o ministério está com equipes em Manaus apoiando a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM).

“É importante a gente dizer que há riscos importantes, a preocupação nossa é muito grande, principalmente com as doenças respiratórias. A situação é que quem já tem algum problema respiratório se agrava. Quem não tem corre o risco de ter um problema agudo respiratório. Dependendo da situação, tem também problemas de dermatites, alergias pelas partículas”, explicou.

Orientações para mitigar efeitos da fumaça na saúde

O diretor também orientou sobre o que a população pode fazer para mitigar os efeitos da fumaça na saúde.

“Temos que tentar, não é fácil, mas tentar evitar essa exposição à fumaça, dessa exposição à poluição do ar. Então, para quem pode, realmente, é ficar dentro de casa, é evitar estar próximo dos locais de queimada, evitar atividades físicas ao ar livre, atividades seja qual for, para quem pode. Ficar dentro de casa, fechar portas, fechar as janelas, manter esse ambiente domiciliar ventilado na medida do possível”, disse.

“Beber muita água ajuda. A limpeza de mãos, de rosto também diminui a contaminação na pele”, acrescentou.

“Isso é o que pode ser feito nesse momento, porque, como a ministra [Marina Silva] falou, temos que atingir a causa, a raiz, que é parar de queimar, evitar o desmatamento. Mas para a saúde é isso que a gente está orientando para a população”, concluiu o diretor, afirmando que “tudo o que for necessário para apoiar a população do Amazonas, da região Norte, será feito”.

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