Com a gestão aprovada por mais de 60% dos eleitores de Maués, conforme a pesquisa Perspectiva, o prefeito Junior Leite (União) disse ao RealTime1 que deixará para o ano que vem as definições sobre a disputa para a sua sucessão.
Em seu segundo mandato, ele não poderá concorrer, mas deve apoiar um candidato de dentro do seu grupo político.
O cenário, contudo, não é dos melhores para o principal nome do grupo até agora, o atual vice-prefeito Sérgio Mazzini (PSD), que apareceu em segundo lugar na Perspectiva, atrás da ex-vereadora dra. Macelly Veras. Ela já foi aliada, mas agora faz oposição a Leite. Em fevereiro, quando a pesquisa foi publicada, Macelly tinha 10 pontos de vantagem.
Questionado se o martelo já estava definido pelo nome de Mazzini para ser o candidato do grupo, Leite disse que não, apesar da imagem do vice estar sendo trabalhada como de um pré-candidato desde o início do ano.
“A gente ainda não sentou para discutir. A gente está esperando virar o ano para essas definições, para essas conversas. A gente teve um ano com enormes desafios na economia e eu tenho trabalhado com todas as possibilidades. O vice é um quadro muito bom, é um bom parceiro, preparado, um cara digno, experiente. Mas essa decisão vai sair em fevereiro, março, quando a gente começar a trabalhar isso”, declarou.
Possível candidatura à Assembleia
Ex-presidente da Associação Amazonense dos Municípios (AAM), o nome de Júnior Leite vem sendo ventilado como uma possibilidade para a disputa na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) em 2026.
Nesse caso, ele seguiria os passos do tio, o deputado federal Sidney Leite (PSD), que foi prefeito de Maués e depois deputado estadual, antes de seguir para representar o Amazonas em Brasília.
Perguntado sobre a possibilidade de candidatura em 2026, Júnior Leite disse, sorrindo, que primeiro é preciso “combinar com o povo”.
“Eu sinto a política muito dinâmica. Seria uma honra. Já ocupei vários cargos eletivos desde que eu fui do DCE da universidade, fui de centro acadêmico, fui vereador, fui prefeito, fui presidente da associação de municípios e, cada cargo indistintamente, para mim foi uma honra, eu tentei desenvolvê-lo com humildade e com o máximo de sabedoria possível. E no futuro me honraria qualquer cargo que a gente venha galgar, mas a política é muito dinâmica. Falar disso agora é precoce, pode soar precipitado”, disse.
Questionado se, então, não descartaria, ele respondeu: “Não, na política a gente não pode descartar, nem afirmar com tanta antecedência, nem descartar nada”.
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