quarta-feira, 30 de setembro de 2026
TECNOLOGIA

Supercomputador de R$200 milhões promete aprimorar previsão climática

Investimento na aquisição do novo supercomputador foi anunciado pelo MCTI.
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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos também anunciou aumento do número de municípios monitorados pelo Cemaden. (Foto: Luara Baggi/Ascom/MCTI)

Os investimentos na aquisição de um supercomputador para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a ampliação dos municípios monitorados pelo Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden) foram destacados pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, durante o seminário sobre emergência climática realizado em Brasília.

O MCTI está investindo R$200 milhões em recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para atualizar as capacidades de infraestrutura do Inpe para previsão de tempo e clima, principalmente sobre eventos extremos.

O Cemaden, também unidade vinculada ao MCTI, está trabalhando para expandir o sistema de monitoramento para alcançar 1.837 municípios brasileiros. O plano de expansão foi incluído no Novo PAC para receber R$50 milhões em investimentos.

“A importância dessas iniciativas está na preservação do maior número de vidas durante os eventos climáticos extremos e na mitigação dos prejuízos, mas também pela relevância no planejamento estratégico de setores importantes para o Brasil, como energia, agricultura e recursos hídricos”, explicou a ministra Luciana Santos.

Ela destacou ainda que os impactos dos eventos extremos, ocasionados pela mudança do clima, exigem do governo federal ações propositivas e de orientação para que os municípios possam ter condições mínimas de ação. 

“É preciso ter uma agenda comum e somar esforços para enfrentar problemas complexos que estamos atravessando, não só no Brasil como no mundo”, afirmou.

Luciana Santos também reiterou o papel do MCTI e do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia em prover dados técnico-científicos para subsidiar a tomada de decisão, bem como a transversalidade da agenda.

“Quero reiterar o compromisso do MCTI, especialmente por meio das unidades vinculadas, em prover informações científicas, baseadas na melhor ciência disponível, para contribuir com as discussões transversais, temáticas e setoriais da agenda climática”, afirmou a ministra.

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