quarta-feira, 23 de setembro de 2026
QUEIMADAS

Fumaça "apodrece" o ar respirado pelo manauense nesta semana

Queimadas realizadas na zona rural de municípios da Região Metropolitana tornaram o ar de Manaus insuportável
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Teatro Amazonas parcialmente encoberto pela fumaça que tornou o ar insuportável
Pauta ambiental tem pouca prioridade nas falas dos candidatos a prefeito de Manaus. (Foto: Reprodução)

A fumaça proveniente de queimadas na zona Rural de municípios da Região Metropolitana apodreceu o ar respirado pelo manauense desde a noite desta quarta-feira (27). A situação foi amenizada por uma leve chuva que atingiu partes da cidade no início da manhã de hoje (28).

De acordo com o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), um aplicativo que funciona a partir da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), bairros localizados na orla da cidade estavam com a qualidade do ar classificada como ruim.

A qualidade do ar em oito bairros era considerada as piores na cidade. São eles:

  • Centro;
  • São Jorge;
  • Dom Pedro;
  • Aleixo;
  • Coroado;
  • Petrópolis
  • Distrito Industrial

A situação se refletiu em diversas áreas da vida na cidade, como no abastecimento de energia elétrica. A concessionária Amazonas Energia registrou, na noite desta quarta-feira (27), o maior nível de consumo da história: 1.709 megawatts, um aumento de 7% em relação ao recorde anterior.

A concessionária informou que o pico ocorreu por volta de 21h e que, logo após, o serviço de manutenção foi acionado para trocar 15 transformadores que entraram em curto e atender 500 ligações com pedido de emergência no abastecimento.

Os hospitais também registraram um aumento, considerado pequeno, no atendimento emergencial de pacientes com crise respiratórias.

“O que está acontecendo em Manaus é previsível, todos os anos, com maior ou menor intensidade, acontece: fumaça das queimadas chegam para apodrecer o ar que respiramos”, afirma o ambientalista Marcelo de Alencar e Silva.

De acordo com o especialista o fogo das queimadas chega a Manaus por conta de ventos incomuns que sopram do oceano Atlântico Sul e que causaram estragos nas regiões Sul e Sudeste neste mês de setembro.

O fumaceiro, conforme ele, também causa a chuva que atinge a cidade na manhã e início de tarde desta quinta.

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