quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Manaus precisa melhorar destinação do lixo, alerta ambientalista

De acordo com o ambientalista Carlos Durigan, uma das primeiras atitudes que o novo prefeito de Manaus precisa realizar, urgente, é pôr em prática o Planares na cidade.
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Apesar de ter 98,45% de sua população urbana coberta pelos serviços de coleta de resíduos sólidos, Manaus disponibiliza coleta seletiva para apenas 18,64% de todo o lixo produzido.

Os dados constam do Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos, publicado pela Secretaria Nacional de Saneamento do Ministério do Desenvolvimento Regional, com dados de 2018.

Para resolver esse problema da destinação final para todo o lixo produzido pela população manauara, o ambientalista Carlos Durigan recomenda aos candidatos à prefeitura de Manaus a imediata execução das diretrizes propostas no Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares).

O Plano Nacional tem início com o diagnóstico da situação dos resíduos sólidos no país, seguido de uma proposição de cenários, no qual são contempladas tendências nacionais, internacionais e macroeconômicas.

“É preciso trabalhar em várias frentes”

“Eu acredito que o primeiro passo é fazer o Plano de Resíduos aterrissar no município. Eu vejo que é necessário estabelecer o plano para esse tema bem embasado e trabalhar em várias frentes. Uma delas é voltada para as fontes dos resíduos, tanto doméstica quanto industrial. Manaus sofre com espaço destinado para resíduos sólidos. Pois temos um aterro sanitário que já está bastante carregado”, explicou.

Segundo Carlos, é preciso um esforço da gestão municipal para a melhor destinação de resíduos sólidos. “É preciso ofertar essa destinação. Essa ação gera, inclusive, oportunidades para pessoas, partir da reciclagem de plásticos, metais e de vidro, por exemplo. Essa última ainda está começando aqui em Manaus, mas já ocorre em outros estados”, afirmou.

Outra proposta que o ambientalista julga importante pôr em prática em Manaus é a diminuição na produção de resíduos sólidos ou a substituição por matérias recicláveis.

Candidatos são genéricos

De acordo com o plano de governo apresentado pelos candidatos à prefeito e entregues à Justiça Eleitoral, o único que propões a criação de um Plano Municipal de Resíduos Sólidos é Ricardo Nicolau (Pra Voltar a Acreditar).

Alfredo Nascimento (Trabalho bom merece continuar) propõe apenas iniciar estudos para a construção de um novo aterro sanitário.

O candidato da coligação “Juntos Podemos Mais”, Amazonino Mendes fala em expandir e tornar eficiente a coleta seletiva, em parceria com catadores de materiais recicláveis. Além do manejo adequado de resíduos com um novo aterro.

Alberto Neto propõe a desativação do atual aterro e construção de um novo, além da ampliação da coleta seletiva.

A proposta do candidato Gilberto Vasconcelos (PSTU) é genérica, ressalta” saneamento básico universal”, que teria como objetivo estender a coleta seletiva a todos os bairros, sem mais detalhes.

Chico Preto (DC) pretende incentivar a reciclagem e diminuir a produção de material descartável, para desafogar o espaço atual do aterro sanitário.

Os candidatos David Almeida (Avante Manaus), Alberto Neto (Aliança por Manaus) e Romero Reis (Novo) foram os candidatos que apresentaram mais propostas para a área, mas ainda sim não citaram implantar o Planares.

David Almeida propõe educação pelo consumo no conceito 4R (Repensar, Reduzir, Reaproveitar e Reciclar); novas tecnologias de tratamento de resíduos sólidos (com novo aterro) e educação ambiental nas escolas.

Além disso, o candidato é o único que propõe tratamento de resíduos da construção civil. Já Romero Reis, é o único que apresentar projeto para eliminar lixeiras viciadas.

Três candidatos não tem propostas para a área

Marcelo Amil (PCdoB), Zé Ricardo (Manaus Pela Vida, Pelos Pobres) e Coronel Menezes (Patriota) não têm propostas específicas para a área de resíduos sólidos.

Da Redação

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