Segundo pesquisa feita pela Fundação Getulio Vargas o Índice Geral de Preços-Mercado, IGP-M, usado no reajuste de contratos de aluguel no país, registrou inflação de 2,92% na segunda prévia de outubro. A taxa é inferior aos 4,57% da segunda prévia de setembro. O índice acumulado em 12 meses subiu de 18,20% na segunda prévia de setembro para 20,56% na segunda prévia de outubro.
Para entender o motivo da queda da taxa de setembro para outubro basta analisar os preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, cuja taxa de inflação recuou de 6,36% na prévia de setembro para 3,75% na prévia de outubro. E o Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, subiu de 0,38% para 0,71%. O Índice Nacional de Custo da Construção também cresceu de 0,98% para 1,50%.
Todos esses percentuais influenciam no cálculo que mede a inflação dos alugueis em todo o país. Em tempo de crise muitos proprietários ainda optam pela negociação dos preços, caso contrário, as taxas governamentais como: IPTU e condomínios, por exemplo, acabam recaindo para eles e o imóvel vazio passa a ser um problema maior que o reajuste.