quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Ministros de Bolsonaro receberão títulos de Cidadão do Amazonas

Governador Wilson Lima sancionou leis que concedem títulos de Cidadãos do Amazonas aos ministros da saúde, Eduardo Pazuello, e da infraestrutura, Tarcísio de Freitas.
COMPARTILHE

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou e o governador Wilson Lima sancionou duas Leis que concedem Títulos de Cidadãos do Amazonas a dois ministros do governo Bolsonaro.

A Lei n.º 5.274, de autoria dos deputados Adjuto Afonso (PDT) e Josué Neto (PRTB), concede ao Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o Título de Cidadão do Amazonas. Além do título, ele também vai ser condecorado com a medalha Ruy Araújo.

Já a Lei n.º 5.276 concedo o título ao ministro da infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas. A Lei é assinada pelos deputados Fausto Júnior (PRTB) e Josué Neto.

Ambas as Leis foram publicadas nesta segunda-feira (19) no Diário Oficial do Estado. As datas das homenagens ainda serão anunciadas pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).

Atuação dos ministros

O general Pazuello tem histórico de trabalhos na Amazônia. Em 2018 coordenou a Operação Acolhida que recebeu milhares de imigrantes venezuelanos em Roraima, iniciativa vencedora do Prêmio Direitos Humanos 2018.

A partir de janeiro deste ano, assumiu o comando da 12ª Região Militar, em Manaus. Como ministro interino da Saúde inaugurou em maio, ao lado do governador do Amazonas, Wilson Lima, a primeira ala hospitalar do Brasil para tratamento de pacientes indígenas com o novo coronavírus em Manaus.

Tarcísio de Freitas também é formado pela Academia Militar das Agulhas Negras, com Engenharia Civil pelo Instituto Militar Engenharia (IME). Como militar serviu no interior do Amazonas. Chefiou a seção de engenharia da missão de paz da ONU no Haiti.

Em 2014 assumiu o comando do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Em agosto de 2019 defendeu a exploração de petróleo pela empresa francesa Total E&P na foz do rio Amazonas.

“A discussão tem que ser mais técnica, mais racional. Por que a gente não pode explorar petróleo na foz do Amazonas, se a Guiana, do lado, está explorando?”, questionou.

“Essa empresa opera no mundo inteiro com segurança. É de se espantar a ideia de que ela seja incapaz de apresentar estudos ambientais que sejam aprovados. O poço de petróleo só vai gerar riqueza e benefício para a sociedade se ele for explorado”, defendeu.

“Nós vamos condenar o estado do Amapá ao subdesenvolvimento? Se for para fazer voto de pobreza é melhor fazer de castidade e de obediência também, porque aí pelo menos a gente salva a alma”, disse o ministro em evento realizado pelo site Poder 360.

No fim de setembro, Tarcísio de Freitas assinou assinou, ao lado de Wilson Lima, a ordem de serviço para a manutenção de 254,20 quilômetros da BR-319 (Manaus-Porto Velho).

COMPARTILHE