quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Covid-19: Arthur Neto ignora sistemática e contesta dados municipais

O prefeito de Manaus parece desconhecer que é a Fundação de Vigilância em Saúde , da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) quem repassa os dados ao Governo.
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Esta semana, em entrevista à versão eletrônica da revista Isto É, o prefeito de Manaus, Artur Neto, acusou o Governo do Amazonas e, indiretamente, o Governo Federal, de manipular dados sobre a quantidade de infectados e mortos pelo coronavírus. Segundo ele, no interior, a manipulação de dados seria ainda maior, como no caso do registro das mortes de índios.

Mas, parecendo desconhecer a sistemática adotada pelos órgãos de saúde responsáveis por coletar os números dos casos, Arthur Neto tem contestado os dados repassados para o Estado pelo próprio município.

Ou seja, é de responsabilidade da Prefeitura, por meio das vigilâncias sanitárias municipais, repassar os números de novos casos, infectados, recuperados e de óbitos por covid-19 à Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), do Governo do Amazonas.

Na entrevista, ele também criticou o presidente Jair Bolsonaro, ainda pelo fato de, no início da pandemia, ter classificado a covid-19 como uma “gripezinha”.

Mortes indígenas

Já se aproxima de uma centena, a quantidade de indígenas mortos no Amazonas pelo novo coronavírus. Até o dia 7 de outubro, 95 já haviam perdido a vida, vítimas da covid-19. Desde o início da pandemia, o número de infectados chega a 663 e o de recuperados, 6.018, segundo o Ministério da Saúde, que reúne os dados repassados pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), espalhados pelo Estado.

Com relação aos indígenas, os casos são informados pelos DSEIs, instalados por calha de rio. Os mesmos são notificados ao Ministério da Saúde, que disponibiliza mapa com quantidade de casos em todo País. Até a última quarta-feira (7), 95 indígenas haviam morrido pelo novo coronavírus no Amazonas, número que aumenta para 453, considerando etnias em todo País.

O Alto Solimões foi a calha de rio que registrou a maior quantidade de mortes desde o início da pandemia no Estado, em março: 35.

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