Rede de colégios internacionais, sem fins lucrativos, pretende abrir unidade na Amazônia e busca investidores para a construção da primeira unidade da escola no continente sul-americano.
Batizado de UWC Amazônia Brasil, o colégio será construído em local ainda não divulgado pelo comitê nacional da UWC Brasil, mas integrado à floresta e comunidades locais, em área de preservação do bioma da região.
O comitê nacional é formado por ex-estudantes da organização e trabalha para levantar fundos para a construção da primeira unidade do movimento United World Colleges (UWC) na América do Sul.
“Somos o único continente, além da Oceania, sem uma unidade do UWC. O local escolhido para ser a sede não poderia ser mais propício: a região Amazônica, com acesso rodoviário a Manaus, mas no coração da floresta”, explica Carlos Tellez, presidente da associação UWC do Brasil, que representa os esforços para criar o UWC Brasil.
A rede de colégios internacionais já possui 18 colégios espalhados pelo mundo com programa de ensino com padrão internacional, fundado em 1962, e segue em expansão. A última escola aberta foi no continente africano, na Tanzânia, em 2019.
“Estar na Amazônia é fornecer ao mundo uma rica troca de experiências culturais e, sobretudo, dar visibilidade ao lugar que é crucial para a sustentabilidade do planeta”, argumenta Theotonio Monteiro de Barros, ex-aluno da UWC.
O RealTime1 falou com Inês Kavamura, a primeira brasileira aluna do colégio de Essuatíni, no sul da África, e hoje integrante do comitê nacional da UWC Brasil, sobre a importância do apoio de patrocinadores.
“Para que seja possível a inclusão de jovens com o potencial para o desenvolvimento humanístico e acadêmico que a educação UWC proporciona sem que o perfil financeiro das famílias seja levado em conta, precisamos de investidores dispostos em apoiar a educação transformadora proposta pelo UWC”, disse.
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