quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Me chama que eu vou: Guilherme Torres diz não se opor à ideia de ir à Aleam

Essa e outras notícias na coluna TEMPO REAL do portal RealTime1: Informação com credibilidade sobre política e os últimos acontecimentos do Amazonas.
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Guilherme Torres, o titular da mais nova delegacia do Amazonas, comentou com o RealTime1 a polêmica que se deu antes à criação da Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (Deccor), quando os parlamentares de oposição ao Governo na Assembleia Legislativa queriam, além de indicar o delegado da Deccor, sabatiná-lo para avaliarem sua expertise e postura diante da pressão que o cargo exige. Torres, sem titubear, disse logo que está à disposição dos deputados para qualquer hora que o convocarem. “Vou a qualquer momento, não tem problema nenhum. Respondo a quaisquer perguntas. Deles ou da imprensa”, garantiu o delegado

ISENÇÃO

Ainda sobre os trabalhos à frente da Deccor, Guilherme Torres garantiu que irá trabalhar com isenção nas investigações, frisando que o que determinará o andamento das arguições será a materialidade do fato. O titular da Delegacia Anticorrupção disse ainda que, havendo tal materialidade e autoria para os crimes lesivos à administração pública, poderá representar por medidas cautelares, busca e apreensão e até prisão. “Todos os fatos que chegarem, serão investigados. Eu não vou investigar Governo A ou B, vou investigar fatos e pessoas” falou, ressaltando também que, por isso, contará com o apoio do Ministério Público do Estado (MP-AM).

AUSÊNCIAS

A Delegacia Anticorrupção é um marco na história do Amazonas. Afinal, são poucos os estados que têm entre suas unidades policiais uma que trate, de forma exclusiva, de crimes contra a administração pública. Inclusive, este discurso era muito usado pela base governista na Aleam, quando defendia sua criação mas, estranhamente, ao contrário de tantas outras ações do Governo, nenhum deputado estadual esteve no evento de inauguração da delegacia, nem mesmo a líder do Governo na Assembleia, deputada Joana Darc (PL). Aliás, o evento foi realizado sem pompa, de forma discreta, sem a presença de inúmeros secretários rodeando o governador Wilson Lima.

GUINADA AO CENTRO

O vereador Marcelo Serafim (PSB), por apoiar o candidato a prefeito Ricardo Nicolau (Pra Voltar a Acreditar), agora ocupa uma posição “centrão” na Câmara, nem apoia a prefeitura nem é completamente crítico. Nesta segunda, por exemplo, Marcelo Serafim criticou o vídeo institucional da prefeitura que está circulando nos veículos de comunicação, alertando sobre o uso de cerol nas linhas de pipa. Para ele, o vídeo induz a crer que a atividade de quem solta pipa está sendo relacionada a algo negativo, em vez de pontuar apenas a gravidade de quem utiliza o cerol que é proibido, por ser um material com cola e cacos de vidro.

TÁ LIBERADO

Proibidos pela Justiça Eleitoral em algumas cidades do interior por causarem aglomeração, as bandeiradas têm ocorrido de forma normal na capital. Tanto candidatos a vereador quanto candidatos a prefeito têm utilizado a antiga prática de colocar cabos eleitorais para balançar bandeiras com suas fotos e números, ao som de seus jingles. Na Zona Leste, que abriga o maior número de eleitores da cidade, as bandeiradas são uma realidade bem presente. Aglomeração parece não ser preocupação de ninguém.

TEIMOSIA

Mesmo com endurecimento das regras de funcionamento de bares, restaurantes, flutuantes e proibição de realização de eventos em locais alugados, o manauara continua achando que não há problema em reunir centenas de pessoas, causando aglomeração. A prova é que mais uma festa clandestina foi fechada pela Central Integrada de Fiscalização (CIF), neste fim de semana. O evento “Noite Proibida” foi fechado após o flagrante policial. O evento acontecia numa chácara no Tarumã e reunia até mesmo adolescentes.

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