Este ano, foram registrados 90 óbitos por câncer de mama no Amazonas, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP/AM).
Durante o ano passado, ocorreram 227 óbitos de mulheres por câncer de mama no Amazonas.
Para entender melhor as causas e métodos de prevenção, a reportagem do RealTime1 falou com a Dra. Dária Neves, ginecologista.
Quais são os principais fatores de risco associados ao câncer de mama?
O câncer de mama está associado a uma série de fatores de risco, alguns dos quais podem ser gerenciados ou reduzidos através de mudanças no estilo de vida. De acordo com Dária, os principais fatores de risco incluem obesidade, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e tabagismo.
“Existem também os fatores genéticos ou hereditários e da história reprodutiva, esses não temos muito como interferir, mas são importantes de serem conhecidos, pois podemos identificar mulheres de maiores riscos e assim fazer um aconselhamento e rastreamento mais direcionado”, completou.
Tais fatores são: mutações genéticas, histórias pessoal e familiar de câncer, primeira menstruação precoce, menopausa tardia, não ter filhos ou tê-los após 30 anos e não amamentar.
Quais são os sintomas comuns do câncer de mama?
A grande maioria do câncer de mama se apresenta como nódulos ou “caroços”, porém alterações como retrações ou abaulamentos, saída de secreção espontânea pelo mamilo, inversão do mamilo, alterações na pele e na forma devem ser investigadas.
“Os exames de rastreio são muito importantes pois podem detectar doença antes de qualquer um desses sintomas aparecerem, sendo então diagnosticada precocemente, o que aumenta chance de cura acima de 95%”, destacou a ginecologista.
Mulheres que já tiveram câncer de mama precisam de suporte
Além dos aspectos médicos, a dra. Dária Neves enfatizou a importância do apoio emocional e psicológico para os pacientes com câncer de mama. A doença não carrega apenas o peso do diagnóstico de câncer, mas também afeta a percepção da identidade e feminilidade das mulheres.
Ela ressalta que uma rede de apoio e acompanhamento psicológico são fundamentais no tratamento do câncer de mama.
“A doença além do peso da palavra câncer, traz o receio da mutilação, da dificuldade de se relacionarem sexualmente e socialmente, seja pela alteração da imagem ou dos efeitos colaterais do tratamento. Então mais do que curar, precisamos oferecer tratamento menos mutiladores e apoio para que essas mulheres consigam passar por essa fase com os menores impactos possíveis”, finalizou.
Leia mais: