A preservação do meio ambiente é uma preocupação que vem se convertendo em programas ambientais em algumas empresas. Investimento em programas de REDD, que priorizam a redução das emissões de gases do efeito estufa; adoção da política de logística reversa e as ações de educação ambiental são as táticas mais comuns.
A reportagem do RealTime1 saiu em busca de exemplos de iniciativas bem sucedidas com enfoque na questão ambiental. As empresas contatadas foram Moto Honda, Yamaha e Coca-Cola.
Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) da Moto Honda
Dentre as contribuições para o uso consciente da água na fábrica, a empresa destacou a Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) que atua no tratamento de toda a água utilizada nos processos internos para devolução a natureza dentro dos padrões legais estabelecidos no país.
Inaugurada em 2001, a ETE da fábrica da Honda em Manaus é considerada a mais moderna entre as unidades Honda da América do Sul. A ETE possui capacidade de tratamento de 75 milhões de litros ao mês, que equivale, em média, ao consumo de uma cidade com população de até 30 mil habitantes.

Após a utilização da água nos processos de produção, refeitórios e sanitários, ela passa por um rigoroso processo bioquímico de purificação antes de ser devolvida ao meio ambiente. Nesse processo de tratamento, os elementos químicos da água são separados, seguindo para o tanque de tratamento biológico e se juntam ao lodo ativado, que é resultante do tratamento para a destruição de poluentes orgânicos.
Em seguida, a água, que passou pelo processo de desinfecção, é direcionada para a lagoa de estabilização. Parte do efluente final tratado é reutilizado na irrigação de jardins, nos processos industriais de limpeza de peças e limpeza da estação; e a outra parte é devolvida para a natureza, contribuindo com a preservação do ecossistema de igarapés.
A Honda falou, ainda, sobre o seu compromisso com a preservação do planeta.
“O comprometimento com medidas de proteção ao meio ambiente está presente desde o início das operações industriais da empresa. Conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação do planeta e a utilização racional dos recursos naturais é uma premissa importante para a Honda, que visa mitigar os impactos ambientais de seus produtos e de suas operações, contribuindo para o equilíbrio do planeta”, finalizou.

Yamaha reduziu em mais de 50% a emissão de CO²
A fábrica da Yamaha em Manaus tem investido em um Sistema de Gestão Ambiental desde 2004, com o objetivo de minimizar os impactos ambientais de suas atividades. A empresa estabeleceu como principais metas ambientais a compliance ambiental, 100% de reciclagem de todos os resíduos gerados, redução da geração de resíduos não recicláveis, redução das emissões de CO² e compensação total de carbono.
Para alcançar essas metas, a Yamaha está trabalhando para reduzir e eliminar emissões de carbono em alguns processos e fornecer a compensação necessária. A fábrica já registra redução significativa de emissões de CO² e geração de resíduos não recicláveis, bem como adota políticas de destinação adequada de resíduos, visando alcançar o índice de reciclagem de resíduos gerados de “Zero Aterro”.
“Já reduzimos em mais de 50% a emissão de CO2, em relação ao ano de 2010, e com o mencionado programa de Aterro Zero, eliminamos os impactos de resíduos sólidos gerados pela fabricação de motos, motores de popa e seus componentes”, destacou Afonso Cagnino, gerente de Relações Institucionais da Yamaha.

Além disso, a Yamaha está implantando projetos que contribuem para a sustentabilidade ambiental, como o uso de um rack metálico retornável para transporte de motocicletas, o que reduz custos e elimina resíduos descartáveis. A empresa também adota práticas de reciclagem de óleo desmoldante, o que possibilitou reaproveitar mais de 1 milhão de litros de água oleosa por ano na produção de motocicletas.

A utilização de água de chuva no processo de pintura das motocicletas e a redução do consumo de recursos naturais, energia, tintas e produtos químicos também fazem parte das ações da Yamaha para promover a sustentabilidade.
Ademais, a empresa tem implementado programas socioambientais, como o de Educação Ambiental envolvendo os filhos dos colaboradores, o Programa de Coleta Seletiva na empresa e o Programa de Coleta Seletiva Doméstica, abrangendo as famílias dos funcionários.

‘Olhos da Floresta’ da Coca-Cola
Ao longo desses anos, consolidou uma parceria de longo prazo com o Estado, com o compromisso de conservar a floresta amazônica, gerar emprego e renda para mais de 5 mil pessoas e proteger as bacias hidrográficas por meio de programas de acesso à água e chuva hídrica.
Entre os projetos destacados pela empresa está o programa Olhos da Floresta, criado em parceria com o Imaflora, que tem como objetivo fomentar a cadeia do guaraná no Amazonas.
Presente em 18 municípios da região, abrangendo 90% das áreas produtivas, o programa apoia mais de 124 comunidades e envolve mais de 350 famílias de agricultores, beneficiando mais de 3 mil pessoas nos diversos elos da cadeia produtiva.
“Entendemos que é nosso papel atuar na proteção ambiental do Amazonas, investindo em modelos de negócio que tragam desenvolvimento sustentável para toda a região. É por isso que o guaraná utilizado em todas as nossas bebidas à base do fruto é 100% do Amazonas. Fanta Guaraná é o primeiro refrigerante do mercado brasileiro com o guaraná certificado em origem, sendo 100% do Amazonas”, disse Victor Bicca, diretor de Relações Governamentais da Coca-Cola Brasil.

Por meio do Olhos da Floresta, os agricultores familiares são incentivados a adotar práticas agroecológicas, com assistência técnica que engloba desde o cultivo até o beneficiamento do guaraná, garantindo um modelo de produção sustentável.
Além disso, a empresa também apoia desde 2008 o Programa Bolsa Floresta, da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), que beneficiou 582 comunidades de 16 unidades de conservação, com 40 mil pessoas beneficiadas, e foi responsável pela redução em 43% do desmatamento das áreas mapeadas até 2022.

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