Nos dias 11 e 12 de julho, representantes de povos indígenas e comunidades tradicionais dos nove estados da Amazônia Legal, da Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas da Amazônia Brasileira, promoveram um encontro para debater sobre Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) e mercado de carbono.
O encontro aconteceu na sede da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), em Manaus.
O objetivo da iniciativa foi validar metodologias que poderão ser empregadas em futuras capacitações sobre os temas voltadas para povos indígenas e comunidades tradicionais.
Esses eventos fazem parte do projeto “Destravando e Alavancando o Desenvolvimento de Baixas Emissões”, que é executado pela FAS e ONGs parceiras, para capacitar os estados da Amazônia Legal para o Padrão ART/TREES, um programa global de carbono voluntário e viabilizar o acesso ao fundo internacional de investimentos LEAF para negociações de créditos de carbono de alto valor agregado.
Sineia do Vale, coordenadora do departamento de gestão territorial e ambiental do CIR e vice-presidente do Comitê Regional, destaca a importância do espaço concedido para compreender as experiências dos estados que utilizam mecanismos como REDD+ jurisdicional e discutir sua implementação junto aos povos indígenas.
“Essas formações, realizadas por meio do projeto, vão complementar o trabalho já realizado pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e possibilitar a criação de mais espaços para a discussão dos temas” destaca Sineia.
Durante o encontro, os membros do Comitê Regional abordaram suas atividades passadas e definiram futuras agendas, incluindo a participação na Cúpula de Presidentes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica em agosto e na Conferência das Partes (COP28) em Dubai, prevista para novembro e dezembro.
Durante o evento, foram apresentados projetos, como o “Cochichos do Clima”, da FEPOIMT no Mato Grosso, que promove diálogos sobre REDD+ e mercado voluntário para povos indígenas, além de experiências com projetos privados de carbono em Terras Indígenas do estado.
Representantes do Acre também apresentaram o sistema de governança climática do estado, reconhecido globalmente por suas políticas abrangentes de proteção florestal, uso sustentável da terra e desenvolvimento com enfoque em povos indígenas, comunidades tradicionais e seringueiros.
Com informações da Fundação Amazônia Sustentável
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