Conhecido como “Furacão do Boi” e tendo o carisma e a irreverência como as características que mais se destacavam em sua personalidade, o levantador de toadas Klinger Araújo, de 51 anos, faleceu na tarde desta terça-feira (29), em decorrência de algumas complicações causadas pela Covid-19. Políticos, artistas e fãs usaram as redes sociais para manifestar pesar pela morte do artista que estava internado desde o último dia 13 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Samel.
A trajetória artística de Klinger Araújo começou em 1986, quando ele atuava como radialista em Parintins, município onde nasceu. Alguns anos depois, foi DJ e locutor dos noticiários da emissora local.
Klínger foi um dos artistas mais populares do Amazonas, sendo aclamado pelas duas nações “bovinas”, graças ao trabalho dedicado aos bumbás Garantido, onde iniciou a carreira na década de 1990, e Caprichoso, onde firmou raízes folclóricas e atuou como cantor, instrumentista e backing vocal.
O “Furacão” também foi um dos grandes responsáveis pela divulgação da cultura amazonense no Brasil e no exterior, tendo levado o ritmo do boi-bumbá para Las Vegas e Nova York, entre outras cidades. Este ano, sua trajetória lhe rendeu homenagens no Carnailha, período momesmo da ilha tupinambarana pelo bloco Fax Clube.
Klinger deixa a esposa, Vanessa Alfaia, quatro filhos e dois netos.
Governo e Prefeitura
O Governo do Estado, por meio do titular da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Marcos Apolo Muniz, manifestou “profundo pesar” pelo falecimento do artista amazonense.
“Klinger era uma pessoa extraordinária, que sempre emanava coisas boas. Inspirador, alto astral. Deixa um legado cultural gigante. Um artista inigualável, versátil, irreverente e muito talentoso”, descreveu o secretário.
O prefeito de Manaus, Arthur Neto, disse que os corações amazonenses “ficam, agora, entristecidos” ao perdê-lo para uma “doença nefasta de forma prematura”.
“O sentimento que fica é que ele ainda tinha muito a contribuir com nossas manifestações culturais”, disse Arthur.
Mais homenagens
Tão logo souberam da morte do artistas, fãs e outras personalidades do Estado, usaram as redes sociais para homenageá-lo.
“Hoje, Klinger, sua flauta se silencia. Seu bailado chora. Seu palco está vazio. E mesmo com as cortinas do palco da vida se fechando sem termos a oportunidade da despedida, o aplaudimos de pé! O Boi Caprichoso, sua diretoria e a Nação Azul e Branca se despendem com um MUITO OBRIGADO por tudo!”, dizia a publicação na página oficial do boi-bumbá Caprichoso.
A página do Garantido também rendeu homenagens ao artista: “É uma perda inestimável para todos nós! A este ícone da cultura de Parintins, o nosso profundo agradecimento”.
“Na minha breve trajetória por Manaus pude apreciar de perto o trabalho desse artista ímpar nos palcos de bar do boi ‘no compasso do bumbá’, um cara extremamente família, amigo parceiro, profissional autêntico e de um carisma sem igual. Hoje o Furacão nos deixa com a missão de elevarmos o amor que ele pregava pela nossa cultura do Estado do Amazonas.
Vá em paz mestre”, escreveu a advogada e fã do Klinger Araújo, Louise Baba.
As homenagens não pararam por aí. Políticos, jornalistas, empresários, artesãos, cantores, artistas plásticos e outras figuras do Estado também demonstraram carinho e respeito pela carreira de Klinger Araújo.
Da Redação